quarta-feira, 24 de março de 2010

Repensando Nossas Práticas

Fotos da Exposição de" Livros do Alfabeto"- Turma 23 - Mês de Março/2010





O ato de ensinar, segundo Freire , exige segurança, competência profissional e generosidade. Freire ressalta a importância de sermos professores preparados e que também tenhamos capacidades básicas que interferem neste contexto como: doação, o ato de falar e escutar (devem ter o mesmo peso) mas se possível escutar mais o outro.
Não adianta termos receitas prontas para aplicarmos em nossos alunos, devemos sim ,fazer um reconhecimento de nossos alunos e iniciar nosso trabalho docente utilizando técnicas apropriadas para o momento. Das falas citadas de Paulo Freire "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção ou a construção " (2003, p. 47) é uma das que mais me toca, depois de tantos anos de magistério, depois de tantos acertos e desacertos.
Freire nos faz refletir sobre nosso trabalho quanto educadores e como formadores de cidadãos que é uma responsabilidade muito grande, mas com as idéias passadas por ele temos uma visão maior e melhor dessa responsabilidade. Não podemos ficar de braços cruzados e ser educadores passivos, que não tem força de vontade de querer e fazer mudar a situação social e educacional do nosso país para melhor.Vamos pesquisar, planejar aulas diversificadas, mostrando aos alunos seus direitos e obrigações como cidadãos, vamos tornar nossos alunos ativos, autônomos.Nós educadores precisamos fazer com que haja a mudança em nossa realidade social, sendo assim, cabe a nós professores ajudar os nossos alunos a transformar essa realidade.
Uma atividade diferenciada trabalhada com minha turma de 2º ano (alfabetização) neste mês de março, foi a construção de um livro intitulado" Livro do Alfabeto", que consistia na escrita de palavras que iniciassem com cada letra, pelos próprios alunos. Em vários dias eram distribuídas figuras com as letras do alfabeto para colagem em folha de ofício e escrita de palavras diversificadas. Os alunos pesquisavam palavras com as iniciais solicitadas, em livros, revistas e realizando troca com colegas, realizando uma interação com os outros. A capa do livro foi confeccionada decorando o desenho da própria letra inicial do seu nome, em tamanho grande. Após terem concluído os livros, foi realizada uma exposição dos mesmos para as outras turmas da escola.
Com esta atividade vários objetivos foram alcançados com a turma, como:
Ampliação do vocabulário dos alunos, identificação das letras do alfabeto, identificação da letra inicial de palavras, realização da relação do nome das letras com os sons da fala que cada uma pode representar na escrita, interação e troca de idéias com os colegas, estimulação do prazer em apresentar uma produção própria para outros sujeitos, realização de pesquisas em lugares e materiais diversificados, desenvolvimento da criatividade e autonomia na criação de um livro.

Bibliografia:
· FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.





domingo, 21 de março de 2010

Vamos Refletir


Portas
Se você encontrar uma porta à sua frente, pode abrí-la ou não.
Se você abrir a porta, pode ou não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter de vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.
Se você venceu, dá um grande passo: nesta sala vive-se.
O grande segredo é saber:
Quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança de acerto eterno.
A vida é humildade: se a vida já comprovou o que é ruim, para que insistir ?
A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobren-se outras tantas portas. A vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida pode ser também dura e severa:
Não ultrapassando a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente.
É a cinzenta monotonia perante o arco-íris.
É a repetição perante a criação.
É a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.
(autor desconhecido)
Colegas,
Vamos abrir com muita coragem a porta deste semestre, vamos com a certeza de que iremos vencer o caminho!

Iniciando Novo Semestre




sexta-feira, 5 de março de 2010

Reflexão-Síntese

Clique aqui e veja a reflexão- síntese sobre minhas aprendizagens do semestre 2009/2.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Garoto Selvagem


Historicamente as pessoas surdas não podiam ser educadas, por serem comparadas aos “idiotas” como se referiu Dr. Pinel no filme francês de 1970 “O Garoto Selvagem”.
O termo “idiota” era utilizado para denominar as pessoas que apresentavam deficiência intelectual, considerando-as incapazes para a aprendizagem, para educação e socialização .
Os surdos foram excluídos da sociedade, pois não possuíam uma linguagem reconhecida e respeitada que proporcionasse a valorização de sua comunicação e expressão.
A partir das pesquisas, estudos e treinamentos que o Dr. Itard realizava com o menino Victor, no filme “O Garoto Selvagem”, percebi que para alguém surdo aprender a ler é necessário utilizar-se da experiência visual para a percepção do mundo letrado a sua volta. Necessitam realizar a associação das palavras com objetos. As figuras, símbolos ou objetos dão significado as palavras.
Quando uma criança apresenta uma deficiência, começa para ela e para sua família ou responsáveis ,uma longa história de dificuldades. Não é apenas a deficiência que torna difícil a sua existência, mas a atitude das pessoas e da sociedade diante de sua condição de “diferente”. Isto foi bastante focado no filme, principalmente na fase inicial onde o menino ficava exposto a curiosidade dos outros, era maltratado por outras crianças e explorado pelos guardas no colégio dos surdos-mudos.
Ser portador de deficiência nunca foi fácil nem “aceitável” com base nos padrões de normalidade estabelecidos pelo contexto sócio cultural. Outrora, os surdos eram considerados como um mal a ser evitado, perseguidos e isolados , não podiam usufruir de todos os direitos como um cidadão qualquer, não podiam expressar-se através de sinais, alegando que a mesma destruía a capacidade da fala dos surdos, afirmando que os mesmos eram preguiçosos para falar, preferindo a usar a língua de sinais.
O cuidado e a educação para com os surdos vêm mudando gradativamente., diferentes olhares foram lançados com relação aos sujeitos surdos, mas o mais importante é que atualmente podemos conviver com o sujeito surdo em situações diversas, tanto formais como informais, todos integrados através das relações sociais e culturais, sempre respeitando e valorizando de forma harmônica as diferenças culturais existentes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

*Temas Geradores - Paulo Freire



Na década de 1960, Paulo Freire, educador brasileiro, desenvolveu uma obra caracterizada mais como uma reflexão sobre o significado da educação, do que um método como muitos educadores denominam. Esta reflexão desenvolveu uma maneira de alfabetizar adultos das classes populares que incluía palavras e temas geradores.
A idéia de temas geradores foi ampliada e aplicada também em outras modalidades e níveis de ensino. Em síntese o tema gerador é retirado da realidade vivenciada do educando e tem como objetivo a conscientização política do aluno para a transformação da sociedade. Inicia-se uma busca conjunta entre professor e aluno das palavras e temas mais significativos da vida do aluno, dentro de seu vocabulário utilizado e da comunidade onde vive. Em seguida, o educador juntamente com seus alunos, desenvolve um momento de tomada de consciência do mundo, através da análise dos significados sociais dos temas. Concluindo, o professor desafia e inspira o aluno a superar a visões distorcidas ou alienadas sobre o mundo, para obter uma postura conscientizada sobre ele. Nesse sentido o aluno explora o tema, faz uma reflexão individual e coletiva para depois se posicionar criticamente diante dos problemas sociais que enfrenta sua comunidade, seu bairro ou seu país.
"...Daí a necessidade fundamental que tem o educador popular de compreender as formas de resistência das classes populares, suas festas, suas danças, seus folguedos, suas lendas, suas devoções, seus medos, sua semântica, sua sintaxe, sua religiosidade".(FREIRE, 1993:48)
Nesse pequeno trecho de Paulo Freire, citado acima, resume-se que reconhecer-se como educador popular é assumir-se parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular é assumir-se como parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular, é conhecer a história do nosso educando da qual também somos parte integrante e para trabalharmos com a idéia de temas geradores isto deverá ser imprescindível.


Bibliografia:
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In:_______. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. P.89-101.
FREIRE, Paulo. Política e Educação. 4ª edição. São Paulo, Cortez, 1993. P.48.
VANTI, Elisa. Projetos Interdisciplinares. 1ª edição. Curitiba: IESDE Brasil S.A. 2007. p.26.

Pedagogia de Projetos

Realizando leituras indicadas através da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, referentes a Pedagogia de Projetos (Hernández e Ventura- 1998) descobri alguns aspectos positivos e desafiadores do trabalho de projetos, que são os seguintes:
O trabalho por projetos surge da necessidade de desenvolver um trabalho pedagógico que valorize a participação do educando e do educador no processo de ensino aprendizagem, tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho.
Os projetos de trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.
Cada aluno traz consigo uma história de vida, modos de viver e experiências culturais que devem ser valorizados no seu processo de desenvolvimento. Essa valorização se dá a partir do momento que ele tem oportunidade de decidir, opinar, debater, construir sua autonomia e seu comprometimento com o social, identificando-se como sujeito que usufrui e produz cultura, no pleno exercício de sua cidadania. Daí o desafio de garantir a importância da participação de cada um no desenvolvimento do projeto de trabalho desde o seu início.

sábado, 31 de outubro de 2009

*Aprendendo sobre EJA


A partir da leitura do texto, “Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem” de Marta Kohl de Oliveira, tive oportunidade de aprofundar meus conhecimentos referentes as características dos educandos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), e reconhecer que o educador necessita levar em conta em sua prática pedagógica, que jovens e adultos necessitam de um olhar voltado para o sentido de que são sujeitos que possuem uma história de vida diferenciada , que são portadores e produtores de conhecimentos específicos, que precisam ser trocados com o próprio educador, numa relação de aprender e ensinar, que é característica de uma educação escolar voltada aos interesses da formação cidadã.

“Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender...” (FREIRE,1997, p.25)

Os educandos jovens e adultos, segundo a autora do texto possuem aspectos homogêneos e heterogêneos. A clientela da EJA apresenta homogeneidade porque agrega membros em condição de “não-crianças”, de excluídos da escola, e de pertinentes a parcelas “populares” da população, pouco escolarizadas e inseridas no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração e apresentam heterogeneidade no desenvolvimento de formas peculiares de construção do conhecimento e de aprendizagem, o funcionamento psicológico dos educandos se diferem dentre os grupos, ou seja, alguns jovens e adultos de um certo grupo cultural, apresentam pensamento referido ao contexto da experiência pessoal imediata, dificuldade de operação com categorias abstratas, dificuldade de utilização de estratégias de planejamento e controle da própria atividade cognitiva, enquanto outros deste mesmo grupo não apresentam estas características, mas também ocorre que jovens e adultos de outro grupo cultural, com outra história de formação intelectual , poderão apresentar as mesmas características citadas no grupo anteriormente referido.

Bibliografia:
OLIVEIRA, Marta Kohl. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. Trabalho apresentado na XXII Reunião Anual da ANPEd, Caxambu, setembro de 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários para a prática educativa. 2ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

*Falando de Violência nas Escolas


Participei da construção do Projeto de Aprendizagem que tem como foco o problema da Violência nas Escolas http://discutindoaviolenciaescolar.pbworks.com/
e pude concluir que na escola são refletidos muitos conflitos sociais ,então, ela deve orientar sua ação no sentido de se proteger desses conflitos, da situação de violência que se vive na sociedade, e tentar criar um clima de convivência que ajude os alunos a se tornarem cidadãos responsáveis para que, posteriormente, ajam como tal na sociedade. Sabemos que não é fácil avançar nesta direção, porém se faz necessário. Para isso dispomos de alguns meios como: favorecer a participação das famílias em eventos e atividades diversas na escola, propiciar aos alunos a participação na definição das normas de convivência, promover reflexões e debates (envolvendo pais, professores e alunos) referentes a temas que envolvam bullying, problemas sociais, conflitos , falta de limites, desamparo familiar, influência da mídia, drogas e importância da afetividade, criar oficinas em horários diferenciados da aula que envolvam os alunos em atividades artísticas, esportivas, etc.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

*Narrativa Infantil



A narrativa da menina Bruna - 5 anos- nos mostra claramente que ela mistura fatos de ficção, fantasia e realidade.
Bruna através da narrativa mostrou-nos o sentimento de tristeza quando acontece de perdemos alguém que gostamos e precisamos muito. No decorrer da narrativa nos disse que o elefante havia fugido do circo, em outro momento disse que dois ladrões haviam roubado o elefante.Bruna tentou nos dizer que não deve-se separar quem se gosta. No final da história , como num passe de mágica tudo ficou resolvido, até melhor de como era antes.
Ao contar algumas partes , a menina dramatizava o sentimento dos personagens através de gestos e o tom de voz.
Nesta narrativa nota-se que a criança ainda tem uma linguagem um pouco confusa, mas sabe-se que com o passar do tempo organizará melhor seu pensamento.
O caso contado na narrativa tem ligação, também, com a presença do faz de conta no pensamento infantil e a maneira de aprender o mundo e elaborar os sentimentos, que é uma característica marcante nas crianças nesta fase inicial.
O fato contado na narrativa da criança não quer dizer que ela já tenha vivenciado uma situação como a que contou. Não podemos concluir que tudo que as crianças contam em suas narrativas, já tenha ocorrido com elas ou com alguém próximo.

Bibliografia:
Gurgel, Thaís. Tem um Monstro no Meio da História. In: Revista Nova Escola. Agosto,2009.