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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

*Narrativa Infantil



A narrativa da menina Bruna - 5 anos- nos mostra claramente que ela mistura fatos de ficção, fantasia e realidade.
Bruna através da narrativa mostrou-nos o sentimento de tristeza quando acontece de perdemos alguém que gostamos e precisamos muito. No decorrer da narrativa nos disse que o elefante havia fugido do circo, em outro momento disse que dois ladrões haviam roubado o elefante.Bruna tentou nos dizer que não deve-se separar quem se gosta. No final da história , como num passe de mágica tudo ficou resolvido, até melhor de como era antes.
Ao contar algumas partes , a menina dramatizava o sentimento dos personagens através de gestos e o tom de voz.
Nesta narrativa nota-se que a criança ainda tem uma linguagem um pouco confusa, mas sabe-se que com o passar do tempo organizará melhor seu pensamento.
O caso contado na narrativa tem ligação, também, com a presença do faz de conta no pensamento infantil e a maneira de aprender o mundo e elaborar os sentimentos, que é uma característica marcante nas crianças nesta fase inicial.
O fato contado na narrativa da criança não quer dizer que ela já tenha vivenciado uma situação como a que contou. Não podemos concluir que tudo que as crianças contam em suas narrativas, já tenha ocorrido com elas ou com alguém próximo.

Bibliografia:
Gurgel, Thaís. Tem um Monstro no Meio da História. In: Revista Nova Escola. Agosto,2009.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

*O Letramento adotado pela Escola


Na prática, o que se observa muitas vezes é que a escola não vem desenvolvendo atividades de leitura e escrita dentro de uma perspectiva ampla, onde haja realmente um processo dinâmico e ativo, ou seja, ler algo implica em não só saber o seu significado, mas também trazer aquilo que foi lido para nossa visão de mundo como leitor. Se a escola conceber o processo de ler e escrever como um processo dinâmico, naturalmente estará priorizando a formação de um leitor crítico e criativo, um sujeito letrado.
Existem educadores, que preocupam-se em enfatizar somente o trabalho de levar os educandos a adquirir os mecanismos básicos da grafia que lhes permitam o acesso ao mundo escrito. Aprender a ler e escrever não se restringe apenas em uma decodificação de signos linguisticos. Em nossa sociedade atual, não basta apenas dominar as técnicas de leitura e escrita, mas é necessário saber fazer uso do ler e escrever, saber responder as exigências de leitura e escrita que essa sociedade faz continuamente.
Kleiman (2006) fala que agências de letramento como a família, igreja e a rua como lugar de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferentes da escola que é a mais importante das agências de letramento.
Segundo Street (1984), existem duas concepções de letramento que são a autônoma e a ideológica as quais se contrapõe.
O modelo autônomo é considerado por pesquisadores um tanto parcial e equivocado, é o modelo que prevalece na nossa sociedade, vem se reproduzindo desde o século passado. Neste modelo a escrita é um produto completo em si mesmo, que não estaria preso ao contexto de sua produção para ser interpretado, no modelo ideológico podemos notar que a escrita não constitui a parte essencial, o letramento envolve também a oralidade, o diálogo e uma ampla prática discursiva.
Através da leitura do escrito, a criança poderá reconhecer não só a leitura do real, que ela já faz, mas também ascender a outras visões do mundo, com as quais poderá dialogar, modificando, enriquecendo, questionando o texto do "outro" e/ou sua própria realidade.
Bibliografia:
Kleiman, Modelos de Letramento e Práticas de Alfabetização na Escola, 2006.