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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

*Temas Geradores - Paulo Freire



Na década de 1960, Paulo Freire, educador brasileiro, desenvolveu uma obra caracterizada mais como uma reflexão sobre o significado da educação, do que um método como muitos educadores denominam. Esta reflexão desenvolveu uma maneira de alfabetizar adultos das classes populares que incluía palavras e temas geradores.
A idéia de temas geradores foi ampliada e aplicada também em outras modalidades e níveis de ensino. Em síntese o tema gerador é retirado da realidade vivenciada do educando e tem como objetivo a conscientização política do aluno para a transformação da sociedade. Inicia-se uma busca conjunta entre professor e aluno das palavras e temas mais significativos da vida do aluno, dentro de seu vocabulário utilizado e da comunidade onde vive. Em seguida, o educador juntamente com seus alunos, desenvolve um momento de tomada de consciência do mundo, através da análise dos significados sociais dos temas. Concluindo, o professor desafia e inspira o aluno a superar a visões distorcidas ou alienadas sobre o mundo, para obter uma postura conscientizada sobre ele. Nesse sentido o aluno explora o tema, faz uma reflexão individual e coletiva para depois se posicionar criticamente diante dos problemas sociais que enfrenta sua comunidade, seu bairro ou seu país.
"...Daí a necessidade fundamental que tem o educador popular de compreender as formas de resistência das classes populares, suas festas, suas danças, seus folguedos, suas lendas, suas devoções, seus medos, sua semântica, sua sintaxe, sua religiosidade".(FREIRE, 1993:48)
Nesse pequeno trecho de Paulo Freire, citado acima, resume-se que reconhecer-se como educador popular é assumir-se parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular é assumir-se como parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular, é conhecer a história do nosso educando da qual também somos parte integrante e para trabalharmos com a idéia de temas geradores isto deverá ser imprescindível.


Bibliografia:
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In:_______. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. P.89-101.
FREIRE, Paulo. Política e Educação. 4ª edição. São Paulo, Cortez, 1993. P.48.
VANTI, Elisa. Projetos Interdisciplinares. 1ª edição. Curitiba: IESDE Brasil S.A. 2007. p.26.

Pedagogia de Projetos

Realizando leituras indicadas através da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, referentes a Pedagogia de Projetos (Hernández e Ventura- 1998) descobri alguns aspectos positivos e desafiadores do trabalho de projetos, que são os seguintes:
O trabalho por projetos surge da necessidade de desenvolver um trabalho pedagógico que valorize a participação do educando e do educador no processo de ensino aprendizagem, tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho.
Os projetos de trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.
Cada aluno traz consigo uma história de vida, modos de viver e experiências culturais que devem ser valorizados no seu processo de desenvolvimento. Essa valorização se dá a partir do momento que ele tem oportunidade de decidir, opinar, debater, construir sua autonomia e seu comprometimento com o social, identificando-se como sujeito que usufrui e produz cultura, no pleno exercício de sua cidadania. Daí o desafio de garantir a importância da participação de cada um no desenvolvimento do projeto de trabalho desde o seu início.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

* Marcas Inesquecíveis


A atividade 1 , proposta pela interdisciplina : Didática, Planejamento e Avaliação foi bastante interessante, a ponto de fazer com que me reportasse ao tempo de ginásio, relembrando com mais duas colegas que trabalham comigo e que foram minhas colegas de classe no passado, "marcas", ou melhor, características marcantes lembradas até hoje, deixadas por alguns professores que passaram por nossas vidas. Alguns deixaram marcas boas, gostosas de serem lembradas, outros, marcas desagradáveis que nos revelam o que nossos alunos não gostariam que fizéssemos.
Então, comecei a refletir:
Quais serão as marcas que deixo a meus alunos? Para muitos, espero que sejam marcas agradáveis e boas.
Quero ser reconhecida como uma professora que realiza um trabalho não alienado, de interações. Como alguém que tem capacidade de conhecer o desenvolvimento dos educandos. Quero ser vista como uma amiga, que na sala de aula, trabalha juntamente com os alunos de forma significativa, num clima de amizade, respeito e afeto, dando aos mesmos apoio e subsídios necessários para uma verdadeira aprendizagem.
Piaget (1984:15) é afirmativo em relação ao papel do professor:

"Mas é evidente que o educador continua indispensável, a titulo de animador, para criar as situações e armar os dispositivos iniciais capazes de suscitar problemas úteis à criança, e para organizar, em seguida contra exemplos que levem à reflexão e obriguem o controle das soluções demasiado apressadas: o que se deseja é que o professor deixe de ser apenas um conferencista e estimule a pesquisa e o esforço, ao invés de se contentar com as transmissões de soluções já prontas".

Referência:

PIAGET, Jean. PARA ONDE VAI A EDUCAÇÃO? 8. ed.Rio de Janeiro: Livraria José Olímpio,1984.