sexta-feira, 11 de setembro de 2009

*Conhecendo a EJA


A partir das leituras propostas na unidade 1 , pela Interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, tive a possibilidade de adquirir um maior conhecimento referente ao conceito e funções desta modalidade de ensino. Tenho contatos com a EJA, pois na escola em que trabalho o turno da noite contempla esta modalidade de ensino e troco muitas idéias com os professores e alunos que fazem parte da mesma. Destaco um fato bastante interessante é que muitos irmãos e pais de alunos meus, do Ensino Fundamental do turno dia, estudam na escola à noite e sentem-se felizes por estudarem na mesma escola que seus familiares e poder auxiliá-los ou realizar juntamente com eles várias tarefas propostas pela escola. Aprofundar o estudo referente a EJA me fez descobrir que para alguns, infelizmente, a Educação de Jovens e Adultos ainda é vista como uma forma simplesmente de alfabetizar quem não teve oportunidade de estudar na infância ou aqueles que por algum motivo tiveram que abandonar a escola. Estes, estão equivocados, pois a EJA trata-se de muito mais, preparando os alunos em um processo educativo bastante aprofundado chegando a abranger o lado individual, social e o profissional dos educandos. Para tanto, a EJA, exerce funções como a REPARADORA que dá uma oportunidade concreta de haver a presença dos jovens e adultos na escola, principalmente para os que não tiveram uma adequada correlação idade/ano escolar em seu itinerário educacional e nem a possibilidade de prosseguimento nos estudos. A EJA torna-se uma alternativa viável em função das especifidades sócio-culturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuação das políticas sociais. Por isso , a EJA, necessita ser pensada como um modelo pedagógico próprio a fim de criar situações pedagógicas e satisfazer necessidades de aprendizagem de jovens e adultos. A função EQUALIZADORA da EJA representa uma promesssa de efetivar um caminho de desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades. Nela adolescentes, jovens e adultos e idosos poderão atualizar conhecimentos, mostrar habilidades, trocar experiências e ter acesso a novas regiões do trabalho e da cultura. A EJA é uma promessa de qualificação de vida para todos, inclusive para os idosos que têm muito para ensinar às novas gerações. Na função QUALIFICADORA podemos ver o próprio sentido da EJA. Nesta função a EJA torna-se um apelo para a educação permanente e criação de uma sociedade educada para o universalismo, a solidariedade, a igualdade e a diversidade. Cada educando poderá descobrir-se e identificar uma vocação pessoal, que muitas vezes ficou obscura dentro de si por causa de uma sociedade onde o imperativo do sobreviver comprime os espaços da estética, da igualdade e da liberdade.


Referências:
Parecer CEB nº 11/2000- Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Relator: Carlos Roberto Jamil Cury

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

* Marcas Inesquecíveis


A atividade 1 , proposta pela interdisciplina : Didática, Planejamento e Avaliação foi bastante interessante, a ponto de fazer com que me reportasse ao tempo de ginásio, relembrando com mais duas colegas que trabalham comigo e que foram minhas colegas de classe no passado, "marcas", ou melhor, características marcantes lembradas até hoje, deixadas por alguns professores que passaram por nossas vidas. Alguns deixaram marcas boas, gostosas de serem lembradas, outros, marcas desagradáveis que nos revelam o que nossos alunos não gostariam que fizéssemos.
Então, comecei a refletir:
Quais serão as marcas que deixo a meus alunos? Para muitos, espero que sejam marcas agradáveis e boas.
Quero ser reconhecida como uma professora que realiza um trabalho não alienado, de interações. Como alguém que tem capacidade de conhecer o desenvolvimento dos educandos. Quero ser vista como uma amiga, que na sala de aula, trabalha juntamente com os alunos de forma significativa, num clima de amizade, respeito e afeto, dando aos mesmos apoio e subsídios necessários para uma verdadeira aprendizagem.
Piaget (1984:15) é afirmativo em relação ao papel do professor:

"Mas é evidente que o educador continua indispensável, a titulo de animador, para criar as situações e armar os dispositivos iniciais capazes de suscitar problemas úteis à criança, e para organizar, em seguida contra exemplos que levem à reflexão e obriguem o controle das soluções demasiado apressadas: o que se deseja é que o professor deixe de ser apenas um conferencista e estimule a pesquisa e o esforço, ao invés de se contentar com as transmissões de soluções já prontas".

Referência:

PIAGET, Jean. PARA ONDE VAI A EDUCAÇÃO? 8. ed.Rio de Janeiro: Livraria José Olímpio,1984.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PEAD - Eixo VII - 2009/2



Interdisciplinas do Eixo VII


  • Didática Planejamento e Educação

  • Educação de jovens e adultos no Brasil

  • Lingua Brasileira de Sinais - LIBRAS

  • Linguagem e Educação

  • Seminário Integrador VII

Conclusão do Eixo VI

CLIQUE AQUI e veja a versão Final do Portfólio 2009/1 - Eixo VI

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Deficiência Intelectual


A escola como espaço inclusivo deve oportunizar ao Deficiente Intelectual o desenvolvimento das diferentes habilidades, organizando seu currículo levando em conta que as crianças e adolescentes possuem características, necessidades e habilidades que são únicas, respeitando assim o processo de cada um. A escola precisa oferecer desafios adequados aos alunos deficientes intelectuais, valorizando suas habilidades e trabalhando suas potencialidades. A deficiência intelectual tem suas causas em situações pré-natais, peri-natais e pós natais. A intensidade do comprometimento esta relacionada a sua causa e aos fatores culturais e sociais que fazem parte da história do sujeito. O primeiro meio social em que o ser humano vive é a família, para o deficiente ela desempenha um papel fundamental no seu desenvolvimento, a partir de sua aceitação, na busca de oportunidades para o seu crescimento, ela estará contribuindo para o desenvolvimento de seu potencial. Se a família acreditar na capacidade do deficiente ele poderá usufruir um espaço mais amplo e construtivo para sua inclusão social e para o exercício de sua cidadania, tornando-se um sujeito de direitos, capaz de produzir e contribuir na diversidade da sociedade.
Colocações de Mantoan (1991,p55) são muito significativas:
\"já ficou claro que a inteligência dos deficientes evolui na medida em que se atua pedagógicamente em duas frentes: a que se refere à solicitação do desenvolvimento das estruturas mentais e a que propicia uma melhoria de condições de funcionamento intelectual. Têm-se portanto, de assegurar ao sujeito cognitivamente prejudicado uma ação concomitante de apoio e estimulação da construção de seus instrumentos intelectuais (estrutura mental) e de utilização mais ampla, adequada e eficiente dos mesmos na resolução de situações- problemas (funcionamento intelectual)\"
"A solicitação do meio é fundamental. Mesmo apresentando um quadro de deficiência mental, todos os indivíduos podem progredir cognitivamente. A educação de alunos com deficiência mental deve investir no desenvolvimento de todas as potencialidades, preparando-os para enfrentar o mundo que os cerca. Isso inclui o investimento na alfabetização e no cálculo e estabelecer estratégias de ação que estimulem a percepção, a discriminação , a motricidade, a autonomia, a comunicação, etc, pois essas constituirão estruturações necessárias para que as aprendizagens possam revestir-se de significado para o aluno".

Autismo


Lendo as postagens no Fórum referente a Autismo,produzido pela interdisciplina: Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, achei interessantes as colocações de Paulo Medeiros que explicam que o autismo é classificado como um distúrbio do desenvolvimento humano. A respeito do autismo a ciência ainda diverge e muitas questões se encontram por responder. O autismo não segue o que podemos chamar de padrão, pois apresenta diversas características. Conduto, basicamente o que se observa, geralmente antes dos três anos, problemas para que a comunicação se efetive, assim como na interação com outras pessoas e no emprego do poder imaginativo. É comum que o autista olhe para o outro como se através do seu corpo, justamente porque, para ele, a outra pessoa não se encontra necessariamente presente. Falar com o autista ou chamar pelo seu nome pode nada significar. Eles são indiferentes às pessoas, ou podem demonstrar verdadeiro terror. Contudo, também pode ser observada a passividade durante a tentativa de um contato, e até reações amigáveis. Há ainda aquele autista que age de forma inadequada, não necessariamente dentro do contexto.O autismo afeta certas áreas do cérebro, acarretando uma desordem comportamental, a qual passa pela comunicação e pelos relacionamentos basicamente. A imagem que temos do autista é que eles vivam numa espécie de bolha, isto é, que construam um mundo próprio, silencioso, letárgico e passivo. A bem da verdade, quando uma criança autista fica em um canto, distante, observando outras brincarem, seu distanciamento não se dá pela apatia ou por estar em \"outro mundo\", mas porque a criança tem inabilidade para tomar a iniciativa de iniciar e dar continuidade a uma conversa, indispensáveis em tal contexto. Como todo distúrbio, pude apurar que o autismo tem suas próprias características, que podem variar de um indivíduo para outro:
1. Inabilidade para interagir;
2. Problema para estabelecer e manter contato visual, empregar os ricos gestos e expressões faciais de que dispomos no cotidiano;
3. Extremamente seletivos na socialização;
4. Comportamentos repetitivos;
5. Interesse extremado em um padrão, como o movimento circular por exemplo;
6. Assumem manias, ou seja, rotinas cotidianas;
7. Podem desenvolver interesse por um determinado tema e falar insistentemente a respeito;
8. Movimentos repetitivos, como agitar, girar ou torcer suas mãos;
9. Fixação não no todo, mas em determinada porção, como o cabelo de uma boneca ou uma única roda de um carrinho. Esta mesma fixação pode se revelar em relação a outro ser humano, ficando a tocar em seu cabelo ou sua boca;
10. Surtar quando sua rotina é alterada;
11. Tendência a seguir ao pé da letra o que alguém diz, pela incapacidade de compreender a linguagem figurada ou uma expressão idiomática.

A Deficiência Física e as Situações Desafiadoras


Lendo, a pág. 18 da leitura indicada no Cap. 1 do Livro Atendimento Educacional Especializado estudei sobre a plasticidade neural no ambiente escolar.
"O ambiente escolar promove desafios de aprendizagem. Privar uma criança ou um jovem dos desafios da escola é impedi-los de se desenvolverem. Não podemos aprisionar a nossa concepção equivocada de limitação. O estudo da plasticidade neural vem nos demonstrar que o ser humano é ilimitado e que apesar das condições genéticas ou neurológicas , o ambiente tem forte intervenção nesses fatores. Quanto mais o meio promove situações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai responder a esses desafios e desenvolver habilidades perdidas ou que nunca foram desenvolvidas. Se propusermos situações de acordo com a limitação da criança, ela não encontrará motivos para se sentir desafiada.\" \"Uma criança com atraso no desenvolvimento motor, ou com uma paralisia cerebral, quando incluída num ambiente escolar inclusivo, tem inúmeras razões para se sentir provocada e desenvolver habilidades que não desenvolveria em um ambiente segregado. Este foi o caso de minha aluna Mari(nome fictício)em 2007, do 2º ano, que tinha problemas na fala e na parte motora. Tinha problemas de equilíbrio e caminhava desordenadamente. Para chegar até a sala de aula precisava passar por duas escadarias. Os colegas se comprometeram e auxiliavam Mari ao descer e subir as escadas. Todos interagiam e gostavam de auxiliar a menina. Mari era bastante corajosa, ela nunca se deixou abater por suas dificuldades, enfrentava as situações com naturalidade. Passado algum tempo, Mari já conseguia subir e descer as escadas sozinha, somente se segurando no corrimão, os colegas, funcionários ou professores nem precisavam mais segurá-la ou apoiá-la com as mão. Mais algum tempo passado e foi notável, Mari já nem precisava mais do corrimão, já se aventurava em subir e descer as escadas sozinha , sem se segurar. Todos se admiravam da força de vontade de Mari, dos cuidados dos colegas com a mesma e do progresso que a menina teve . Apesar de ter sido arriscado a utilização das escadas ao mesmo tempo foi proporcionada a menina uma forma de superação, a menina se sentia muito feliz em poder subir e descer as escadas, sem medo.

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domingo, 7 de junho de 2009

Método Clínico Piagetiano


O Método Clínico Experimental de Jean Piaget apresenta-se como possibilidade investigativa do nível de pensamento da criança. Ao refletir sobre a teoria Psicogenética, chega-se ao Método Clínico Experimental, que possibilita à Psicopedagogia recursos para avaliação do potencial criativo e cognitivo da criança. Conhecer o nível de pensamento de um criança, justifica-se visando a possibilidade de interferências criativas, pela visão construtivista-interacionista, provocando com reflexões as desacomodações necessárias para avançar aos níveis subsequentes de pensamento.
O Método Clínico não está resumido em conversas com as crianças. Considerando que é um método para investigar como elas pensam, percebem e agem, embora seja usado a entrevista verbal, a essência do método não está na entrevista, mas sim “No tipo de atividade do experimentador e de interação com o sujeito” (Del val, 2002, p. 67).
A riqueza de situações que podem ser incluídas nas entrevistas, faz deste método um instrumento de avaliação dinâmico, interessante, revelador, criativo e reflexivo tanto para o entrevistador, como para o entrevistado.
Um aspecto que deve ser ressaltado como intrigante e motivador na aplicação do método clínico, é que o entrevistador tem diante de si um sujeito único, que tem uma coerência interna, com toda a singularidade e especificidades da condição humana. O método clínico vai procurar o que há de universal neste sujeito . As características gerais das explicações, a maneira como o indivíduo resolve os problemas apresentados, como chega às suas explicações, perceber se busca coerência, se percebe as contradições, e também, de forma mais peculiar, o que há de criatividade nas suas respostas.


Bibliografia:

BAMPI, Maria Alice Moreira. O método clínico experimental de Jean Piaget como referência para o conhecimento do pensamento infantil na avaliação psicopedagógica. 2006. 104f. Dissertação (Mestrado em Psicopedagogia) – Programa de Pós-Graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina, Florianópolis,SC.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Educação, Civilização e Barbárie

Theodor Adorno, num artigo de 1968, influenciado pela Psicanálise, diz entender por barbárie a agressividade primitiva humana, os impulsos de destruição que tem por propósito destruir as conquistas da civilização, tais como a ética, o direito, a democracia as ciências, a idéia de progresso, etc.
No seu tempo, Adorno apontava como maior das barbáries o genocídio praticado pela política nazista de extermínio em massa dos judeus. No sistema democrático capitalista, o pensador alemão também identificou a barbárie na arte, na cultura ,na educação, na mídia, cujos sintomas uma reação desproporcional em ato que faz oposição aos avanços da civilização. O autor alemão considera a falência da cultura e da educação a “razão objetiva da barbárie”; a bárbárie se autoriza numa sociedade onde a cultura e a educação deixam de ser prioridade tanto do governo como da sociedade civil.
Para Adorno, tanto a estrutura básica da sociedade moderna, quanto a maneira de agir de seus membros não mudaram, mesmo vinte e cinco anos após o Holocausto.
De nossa parte, consideramos que, 60 anos após, os horrores do genocídio não se distinguem de outros sofrimentos que a sociedade nos impõe todos os dias, o que identifica o Holocausto não como uma aberração, mas uma decorrência da modernidade.
Estaríamos hoje sofrendo um processo de barbarização da sociedade. A falta de respeito para com o próximo, a falta de vergonha, a indiferença para com o sofrimento dos outros, a exclusão social, a competição insana entre nações, grupos e pessoas, atos criminosos como por exemplo , no Brasil ,onde moradores de rua, indefesos, são covardemente mortos a pauladas, a matança de crianças, etc. são alguns dos sintomas de barbárie do nosso cotidiano.,
Segundo Adorno, o que outrora era exemplificado apenas por alguns monstros nazistas pode ser constatado hoje a partir de casos numerosos, como delinquentes juvenis, lideres de quadrilhas e tipos semelhantes, diariamente presentes no noticiário.
Num quadro de perspectivas sombrias, Adorno (1972), sustentava esperança na educação e na cultura – e não na repressão policial , na guerra ou no terror. Inicialmente caberia a educação e a cultura um papel fundamental para evitar a disseminação da barbárie no mundo. Cabe a escola, a universidade e a mídia uma importante função: ser agentes da civilização.
Adorno, por sua vez, é enfático quando observa que a “questão mais urgente da educação contemporânea é a desbarbarização” da humanidade(...); a desbarbarização da humanidade é a precondição imediata de sua sobrevivência”(1995b:101-103).
Finalizando, creio que temos de ser otimistas e entender que a dimensão humana pode ser educada e transformada em desejo canalizado em prol da cultura, da linguagem dialógica e da construção de uma verdadeira civilização dotada sobretudo de sabedoria.

Combate à Discriminação Racial na Sala de Aula

Trabalho com alunos do 2º ano do ensino fundamental de 9 anos e percebo que os alunos entre 6 e 7 anos , da escola onde desenvolvo minha docência , não fazem discriminações, entre eles, por causa da cor da pele. Outros fatores como o colega estar mau cheiroso ou utilizando roupas sujas e rasgadas são motivos para que discriminação aconteça , muitas vezes.
Penso que o espaço escolar deve ser aproveitado para discussões à respeito dos tipos de discriminações existentes, destacando o respeito às diferenças . O uso de ações de valorização da cultura africana realizadas na escola podem promover um conhecimento de si e do outro em prol da reconstrução das relações raciais desgastadas pelas diferenças ou divergências étnicas.
O ensino de história da África e da cultura afro-brasileira em todas as escolas do Ensino Fundamental e Médio, é obrigatório por Lei. Os professores precisam valorizar a identidade negra e trabalhar isso como conteúdo pedagógico. O racismo deve ser trabalhado como conteúdo nas várias áreas que possibilitem tratar o assunto. A abordagem das questões raciais deve ser contextualizada na realidade dos alunos, promovendo uma análise crítica do assunto, visando a transformação dos conceitos preconceituosos. As situações de desigualdades e discriminações presentes na sociedade e em nosso cotidiano devem ser discussões estratégicas para conscientização dos alunos quanto a luta contra todas as formas de injustiça social.
Para o fortalecer o reconhecimento, a aceitação e o respeito à diversidade racial, deve-se promover o orgulho racial dos nossos alunos e promover maior conhecimento sobre as heranças culturais.