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domingo, 7 de junho de 2009

Método Clínico Piagetiano


O Método Clínico Experimental de Jean Piaget apresenta-se como possibilidade investigativa do nível de pensamento da criança. Ao refletir sobre a teoria Psicogenética, chega-se ao Método Clínico Experimental, que possibilita à Psicopedagogia recursos para avaliação do potencial criativo e cognitivo da criança. Conhecer o nível de pensamento de um criança, justifica-se visando a possibilidade de interferências criativas, pela visão construtivista-interacionista, provocando com reflexões as desacomodações necessárias para avançar aos níveis subsequentes de pensamento.
O Método Clínico não está resumido em conversas com as crianças. Considerando que é um método para investigar como elas pensam, percebem e agem, embora seja usado a entrevista verbal, a essência do método não está na entrevista, mas sim “No tipo de atividade do experimentador e de interação com o sujeito” (Del val, 2002, p. 67).
A riqueza de situações que podem ser incluídas nas entrevistas, faz deste método um instrumento de avaliação dinâmico, interessante, revelador, criativo e reflexivo tanto para o entrevistador, como para o entrevistado.
Um aspecto que deve ser ressaltado como intrigante e motivador na aplicação do método clínico, é que o entrevistador tem diante de si um sujeito único, que tem uma coerência interna, com toda a singularidade e especificidades da condição humana. O método clínico vai procurar o que há de universal neste sujeito . As características gerais das explicações, a maneira como o indivíduo resolve os problemas apresentados, como chega às suas explicações, perceber se busca coerência, se percebe as contradições, e também, de forma mais peculiar, o que há de criatividade nas suas respostas.


Bibliografia:

BAMPI, Maria Alice Moreira. O método clínico experimental de Jean Piaget como referência para o conhecimento do pensamento infantil na avaliação psicopedagógica. 2006. 104f. Dissertação (Mestrado em Psicopedagogia) – Programa de Pós-Graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina, Florianópolis,SC.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estádios do Desenvolvimento


Para Piaget, o desenvolvimento é processo de equilibração constante, através da construção de estruturas variáveis, visando à adaptação do indivíduo ao mundo exterior, por meio da assimilação e da acomodação. Os principais estádios do desenvolvimento mental são:
Sensório-Motor (0 a 2 anos): Desenvolvimento da consciência do próprio corpo, diferenciado do restante do mundo físico. Desenvolvimento da inteligência em três estágios: reflexos de fundo hereditário, organização das percepções e hábitos e inteligência prática.
Pré-Operacional (2 a 7 anos): Desenvolvimento da linguagem, com três consequencias para a vida mental: a)socialização da ação, com trocas entre indivíduos; b)desenvolvimento do pensamento, a partir do pensamento verbal: finalismo (porquês), animismo e artificialismo; c) desenvolvimento da intuição : as crianças pensam e dão explicações na base de intuições – pressentimentos – em vez de lógica.
Operações Concretas (7 a 12 anos): Desenvolvimento do pensamento lógico sobre coisas concretas, compreensão das relações entre coisas e capacidade para classificar objetos, aparecimento das noções de conservação de substância, peso e volume. As crianças estão se tornando capazes de pensar através de problemas, mentalmente, mas sempre pensam em objetos reais (concretos), não em abstrações. Desenvolvimento de habilidade maior de compreender regras.
Operações Formais ( 12 anos em diante): Desenvolvimento da capacidade para construir sistemas e teorias abstratos, para formar e entender conceitos abstratos, como os conceitos de amor, justiça, democracia, etc., do pensamento concreto sobre coisas, passa para o pensamento abstrato, “hipotético- dedutivo”, isto é, o indivíduo se torna capaz de chegar a conclusões a partir de hipóteses.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Modelos Epistemológicos e Modelos Pedagógicos


A interdisciplina de Psicologia II, proporcionou-me estudos referentes aos Modelos Epistemológicos, teorias que explicam o processo de aprendizagem. A Epistemologia Empirista (pedagogia diretiva), configura uma reprodução do autoritarismo, da coação da heteronomia, da subserviência, do silêncio da morte da crítica, da criatividade e da curiosidade , que considera o aluno como uma tabula rasa não somente quando ele nasceu como ser humano, mas frente a cada conteúdo estocado na sua grade curricular, ou nas gavetas de sua disciplina, a Epistemologia Apriorista( pedagogia não-diretiva)acredita que o ser humano nasce com o conhecimento já programado em sua herança genética e o aluno, pelas suas condições prévias, anula a ação do professor o qual renuncia àquilo que seria a característica fundamental da ação docente: a intervenção no processo de aprendizagem do aluno.
A Epistemologia Interacionista (pedagogia relacional)acredita que o aluno só construirá algum conhecimento novo se o professor agir e problematizar sua ação.
A tarefa principal do professor não é transmitir conhecimento. Ao invés disso, consiste em assegurar que as crianças atuem física e mentalmente. Estes atos devem ser do tipo que seja importante para o desenvolvimento humano, especialmente interações sociais que enfatizam a linguagem e a manipulação de objetos para resolução de problemas.
Piaget enfatiza a interação social como condição necessária para o desenvolvimento intelectual. As crianças precisam falar , discutir e disputar com outras crianças. O professor precisa cuidar que a interação social, tenha um lugar proeminente na programação diária do ensino.
O clima psicológico dentro da sala de aula é de suma importância e é determinado principalmente pelo professor. As conclusões de Piaget sugerem que este clima deve ser de liberdade e espontaneidade. Isto não deve ser interpretado como um clima de "lassez-faire" em que o professor não dirige nem ajuda. Ao invés disso o professor providencia materiais, sugere atividades, trabalha com e ajuda os alunos. Conversa espontânea é permitida e a troca de idéias, estimulada. O professor faz com que atividades produtivas sejam maximizadas e que o caos não ocorra.

Bibliografia:
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos.