sábado, 17 de abril de 2010

Hora do Conto




No dia 13/04 realizei com minha turma a Hora do Conto da história dos "Pingos"dos autores
Mary e Eliardo França da editora Ática . Como estava trabalhando uma arquitetura pedagógica em forma de projeto sobre a prevenção da Gripe "A", a história encaixou-se bem dentro do assunto, pois a história dos Pingos nos conta de maneira criativa e alegre como devemos tratar alguém que está gripado e como pode se dar a transmissão da doença.
Realizei a contação da história utilizando a técnica do varal, onde conta-se a história, pendurando-a em partes numa cordinha com prendedores.
A técnica foi bem interessante e atraiu bastante a atenção dos alunos que ficaram muito atentos a história. Logo após realizamos um diálogo sobre a história, comparamos os acontecimentos da história com o cotidiano da vida real e reescrevemos a história coletivamente no quadro, para após realizarmos a cópia em folha digitalizada com ilustração do personagem principal da história que é o "Pingo-de-Ouro".
Após a escrita da história confeccionamos os personagens com balões, papéis coloridos, barbante, fita adesiva e canetinhas.
Com os personagens realizamos uma dramatização da história. As crianças se divertiram muito e foram muito espontâneas nas suas atuações.
Realizando atividades com Histórias percebo que o ideal da literatura é fazer com que as crianças unam o entretenimento e a instrução ao prazer da leitura. Portanto a literatura vem educar a sensibilidade, reunindo a beleza das palavras e das imagens. A criança pode desenvolver suas capacidades de emoção, admiração, compreensão do ser humano e do mundo, entendimento dos problemas alheios e dos seus próprios, enriquecendo, principalmente suas experiências escolares, cidadãs e pessoais.
A literatura nada mais é do que uma fonte saudável de alimentação à imaginação infantil. A palavra tem sua beleza própria, mas somente reconhece quem sabe usá-la:

[...]identificação,pelo prazer que toda leitura com pretensões a ser de algum proveito deve provocar na alma da criança, para além de qualquer simplismo de expressão, ou do puro retrato físico de uma modalidade de ser e de sentir, que a criança permenentemente luta por transcender. (Jesualdo, 1978,p.30)

As histórias infantis podem, assim trabalhar a formação moral, social e literária, estabelecendo uma íntima relação com o mundo de fantasias, o qual todas as crianças apresentam em seus momentos particulares, e a transposição do real.

Bibliografia:
JESUALDO. A Literatura Infantil. Tradução de : James Amado. São Paulo:Cultrix, 1978

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Construindo e Interagindo com Autonomia


Para Vygotsky, o sujeito é interativo, constrói seus conhecimentos de forma inter e intra-pessoal: primeiramente constrói com os outros e o meio e depois organiza e elabora individualmente. É por meio da troca com outros sujeitos e consigo mesmo que se vai internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, permitindo assim a constituição da consciência e da consciência coletiva.
Vygotsky (1988) destaca a participação do adulto na aprendizagem da criança como incentivador e enriquecedor de suas experiências, ampliando suas perspectivas e induzindo à criação. O ambiente, por mais propício que possa apresentar-se, não configurará de forma eficiente se o educador não estabelecer com o educando uma relação recíproca de acordo com sua postura crítica comprometida com as transformações de nossa sociedade. A atuação do educador deve levar em consideração o conhecimento cotidiano do educando, o educador precisa conhecer e saber realizar as leituras sobre a realidade. "Tomemos como ponto de partida o fato de que a aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história".(Vygotsky,1988,p.104)

Construção de texto coletivo:
Motivados pela montagem de três personagens (através de trabalho de pintura, recorte e colagem) meus alunos foram provocados a construírem uma história que envolvesse os três personagens (um cozinheiro, um palhaço e um bombeiro). Em um 1º momento alguns alunos ficaram apavorados e achavam que não tinha como, mas outros alunos acreditavam que tinha como fazer e iniciou-se uma explosão de idéias
O texto coletivo, então foi formado a partir das idéias colocadas pelos alunos. Eu escrevi as idéias dos alunos no quadro, para a formação do texto. Durante a formação do mesmo, simplesmente coordenei realizando reflexões e verificando a necessidade de alguns ajustes.
Depois de pronto o texto, no quadro, a turma realizou uma leitura coletiva, junto comigo, que ia passando uma régua embaixo das linhas do texto, à medida que a turma ia lendo, para que todos acompanhassem observando a orientação do texto: de cima para baixo, da esquerda para a direita. Esse procedimento foi repetido várias vezes por pequenos grupos, um de cada vez, para que todos se familiarizassem com o texto. Os alunos, também leram individualmente de acordo como iam se sentindo à vontade, para ler em voz alta para a turma.
Foram destacadas no texto as palavras mais significativas e algumas atividades foram geradas com estas palavras, como: contagem do nº de letras, letra inicial e final, separação silábica e formação de novas palavras com as sílabas das mesmas.
O texto foi reproduzido e distribuído aos alfabetizandos para ser lido com a família e escrito no caderno e, para posteriormente, ser utilizado em outras atividades, como por exemplo ser colocado no livro de histórias da turma.
Visualize o texto CLICANDO AQUI
Com esta atividade de construção de texto coletivo, os alunos participaram ativamente do próprio aprendizado com autonomia, trocaram idéias, ajustaram suas próprias falas de acordo com as falas dos outros, construiram um ambiente de cooperação e de interação respeitando as idéias uns dos outros,além de desenvolverem a linguagem e a oralidade.

Bibliografia:
Curso de Formação de Educadores BB Educar.Textos Complementares-Teoria histórico-cultural de Vygotsky.

Vygotsky, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Centro de Interesse





Na última semana de março, os alunos estavam realizando muitos comentários sobre a Páscoa. Todos estavam ansiosos, porque estaria perto da chegada do "coelhinho". Resolvi questioná-los sobre o que era a Páscoa, porque o coelhinho viria. Obtive várias respostas, inclusive que seria aniversário do coelhinho. Percebi que os alunos não associavam a história de morte e ressurreição de Cristo com a Páscoa.
Então, iniciamos um trabalho sobre A Páscoa, sendo este tema, o Centro de Interesse dos alunos. Por vários dias trabalhamos em torno deste assunto de diversas formas e abrangendo várias interdisciplinas neste único tema. Realizamos atividades como: Contação de histórias, troca de informações sobre vida e morte de Jesus, pesquisa referente aos símbolos da Páscoa, atividades de linguagem envolvendo escrita de palavras relacionadas ao assunto, atividades envolvendo dezena, adições e subtrações utilizando material relacionado a Páscoa como cesta e ovos,propagandas de encartes com preços de produtos de páscoa, contagem de quantidades, construção de painel sobre os símbolos da Páscoa a partir de pintura com tintas têmperas, teatro referente a história contada "Tico, o coelhinho das orelhas caídas" de Gerusa R. Pinto,caracterização dos alunos como coelhos, festinha de confraternização com as turmas da manhã e tarde juntas, com merenda coletiva.
A estratégia de ensino,Centro de Interesse, foi criada pelo médico belga Ovide Decroly.
Essa idéia nos remete à concepção de globalização do ensino. Os temas dos chamados Centros de Interesse surgiram imprescindivelmente, das necessidades vitais da criança, definidas por Decroly, no início do século XX.
Na tentativa de encontrar formas mais eficazes de realizar a tarefa educativa, esta estratégia sofreu uma revisão,por diferentes estudiosos da educação, visando à maior adequação aos princípios e técnicas da pedagogia atual.
Segundo Amato, Centros de Interesse são agrupamentos de conteúdos e atividades educativas realizadas em torno de temas centrais de grande significação para a criança.Os temas dos Centros de Interesse, geralmente envolvem todas as aprendizagens. Por meio desses temas extraídos do contexto em que vivem as crianças é possível por-se à tona todas suas capacidades e , com isso, elas passam a enriquecer-se, tornar-se mais hábeis e a aplicar conhecimentos para resolver diferentes situações que lhes são propostas, no seu cotidiano.
Trabalhar com Centro de Interesse para mim significa satisfazer os interesses dos alunos, oportunizar a eles situações de melhor integração ao seu meio, mobilizar os alunos na realização das atividades em experiências concretas, oportunizar a realização de tarefas variadas, promover a integração afetiva entre os alunos, proporcionar aos alunos o entendimento da importância do seu desempenho individual em relação aos grupos em trabalhos coletivos, estimular nos alunos a participação, a iniciativa, a descoberta e a construção de aprendizagens básicas necessárias.

Bibliografia:
Revista do Professor, Porto Alegre,20 (78):32-36, abril/junho.2004

quarta-feira, 24 de março de 2010

Repensando Nossas Práticas

Fotos da Exposição de" Livros do Alfabeto"- Turma 23 - Mês de Março/2010





O ato de ensinar, segundo Freire , exige segurança, competência profissional e generosidade. Freire ressalta a importância de sermos professores preparados e que também tenhamos capacidades básicas que interferem neste contexto como: doação, o ato de falar e escutar (devem ter o mesmo peso) mas se possível escutar mais o outro.
Não adianta termos receitas prontas para aplicarmos em nossos alunos, devemos sim ,fazer um reconhecimento de nossos alunos e iniciar nosso trabalho docente utilizando técnicas apropriadas para o momento. Das falas citadas de Paulo Freire "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção ou a construção " (2003, p. 47) é uma das que mais me toca, depois de tantos anos de magistério, depois de tantos acertos e desacertos.
Freire nos faz refletir sobre nosso trabalho quanto educadores e como formadores de cidadãos que é uma responsabilidade muito grande, mas com as idéias passadas por ele temos uma visão maior e melhor dessa responsabilidade. Não podemos ficar de braços cruzados e ser educadores passivos, que não tem força de vontade de querer e fazer mudar a situação social e educacional do nosso país para melhor.Vamos pesquisar, planejar aulas diversificadas, mostrando aos alunos seus direitos e obrigações como cidadãos, vamos tornar nossos alunos ativos, autônomos.Nós educadores precisamos fazer com que haja a mudança em nossa realidade social, sendo assim, cabe a nós professores ajudar os nossos alunos a transformar essa realidade.
Uma atividade diferenciada trabalhada com minha turma de 2º ano (alfabetização) neste mês de março, foi a construção de um livro intitulado" Livro do Alfabeto", que consistia na escrita de palavras que iniciassem com cada letra, pelos próprios alunos. Em vários dias eram distribuídas figuras com as letras do alfabeto para colagem em folha de ofício e escrita de palavras diversificadas. Os alunos pesquisavam palavras com as iniciais solicitadas, em livros, revistas e realizando troca com colegas, realizando uma interação com os outros. A capa do livro foi confeccionada decorando o desenho da própria letra inicial do seu nome, em tamanho grande. Após terem concluído os livros, foi realizada uma exposição dos mesmos para as outras turmas da escola.
Com esta atividade vários objetivos foram alcançados com a turma, como:
Ampliação do vocabulário dos alunos, identificação das letras do alfabeto, identificação da letra inicial de palavras, realização da relação do nome das letras com os sons da fala que cada uma pode representar na escrita, interação e troca de idéias com os colegas, estimulação do prazer em apresentar uma produção própria para outros sujeitos, realização de pesquisas em lugares e materiais diversificados, desenvolvimento da criatividade e autonomia na criação de um livro.

Bibliografia:
· FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.





domingo, 21 de março de 2010

Vamos Refletir


Portas
Se você encontrar uma porta à sua frente, pode abrí-la ou não.
Se você abrir a porta, pode ou não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter de vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.
Se você venceu, dá um grande passo: nesta sala vive-se.
O grande segredo é saber:
Quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança de acerto eterno.
A vida é humildade: se a vida já comprovou o que é ruim, para que insistir ?
A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobren-se outras tantas portas. A vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida pode ser também dura e severa:
Não ultrapassando a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente.
É a cinzenta monotonia perante o arco-íris.
É a repetição perante a criação.
É a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.
(autor desconhecido)
Colegas,
Vamos abrir com muita coragem a porta deste semestre, vamos com a certeza de que iremos vencer o caminho!

Iniciando Novo Semestre




sexta-feira, 5 de março de 2010

Reflexão-Síntese

Clique aqui e veja a reflexão- síntese sobre minhas aprendizagens do semestre 2009/2.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Garoto Selvagem


Historicamente as pessoas surdas não podiam ser educadas, por serem comparadas aos “idiotas” como se referiu Dr. Pinel no filme francês de 1970 “O Garoto Selvagem”.
O termo “idiota” era utilizado para denominar as pessoas que apresentavam deficiência intelectual, considerando-as incapazes para a aprendizagem, para educação e socialização .
Os surdos foram excluídos da sociedade, pois não possuíam uma linguagem reconhecida e respeitada que proporcionasse a valorização de sua comunicação e expressão.
A partir das pesquisas, estudos e treinamentos que o Dr. Itard realizava com o menino Victor, no filme “O Garoto Selvagem”, percebi que para alguém surdo aprender a ler é necessário utilizar-se da experiência visual para a percepção do mundo letrado a sua volta. Necessitam realizar a associação das palavras com objetos. As figuras, símbolos ou objetos dão significado as palavras.
Quando uma criança apresenta uma deficiência, começa para ela e para sua família ou responsáveis ,uma longa história de dificuldades. Não é apenas a deficiência que torna difícil a sua existência, mas a atitude das pessoas e da sociedade diante de sua condição de “diferente”. Isto foi bastante focado no filme, principalmente na fase inicial onde o menino ficava exposto a curiosidade dos outros, era maltratado por outras crianças e explorado pelos guardas no colégio dos surdos-mudos.
Ser portador de deficiência nunca foi fácil nem “aceitável” com base nos padrões de normalidade estabelecidos pelo contexto sócio cultural. Outrora, os surdos eram considerados como um mal a ser evitado, perseguidos e isolados , não podiam usufruir de todos os direitos como um cidadão qualquer, não podiam expressar-se através de sinais, alegando que a mesma destruía a capacidade da fala dos surdos, afirmando que os mesmos eram preguiçosos para falar, preferindo a usar a língua de sinais.
O cuidado e a educação para com os surdos vêm mudando gradativamente., diferentes olhares foram lançados com relação aos sujeitos surdos, mas o mais importante é que atualmente podemos conviver com o sujeito surdo em situações diversas, tanto formais como informais, todos integrados através das relações sociais e culturais, sempre respeitando e valorizando de forma harmônica as diferenças culturais existentes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

*Temas Geradores - Paulo Freire



Na década de 1960, Paulo Freire, educador brasileiro, desenvolveu uma obra caracterizada mais como uma reflexão sobre o significado da educação, do que um método como muitos educadores denominam. Esta reflexão desenvolveu uma maneira de alfabetizar adultos das classes populares que incluía palavras e temas geradores.
A idéia de temas geradores foi ampliada e aplicada também em outras modalidades e níveis de ensino. Em síntese o tema gerador é retirado da realidade vivenciada do educando e tem como objetivo a conscientização política do aluno para a transformação da sociedade. Inicia-se uma busca conjunta entre professor e aluno das palavras e temas mais significativos da vida do aluno, dentro de seu vocabulário utilizado e da comunidade onde vive. Em seguida, o educador juntamente com seus alunos, desenvolve um momento de tomada de consciência do mundo, através da análise dos significados sociais dos temas. Concluindo, o professor desafia e inspira o aluno a superar a visões distorcidas ou alienadas sobre o mundo, para obter uma postura conscientizada sobre ele. Nesse sentido o aluno explora o tema, faz uma reflexão individual e coletiva para depois se posicionar criticamente diante dos problemas sociais que enfrenta sua comunidade, seu bairro ou seu país.
"...Daí a necessidade fundamental que tem o educador popular de compreender as formas de resistência das classes populares, suas festas, suas danças, seus folguedos, suas lendas, suas devoções, seus medos, sua semântica, sua sintaxe, sua religiosidade".(FREIRE, 1993:48)
Nesse pequeno trecho de Paulo Freire, citado acima, resume-se que reconhecer-se como educador popular é assumir-se parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular é assumir-se como parte do processo de aprendizagem, comprometer-se com o saber popular, é conhecer a história do nosso educando da qual também somos parte integrante e para trabalharmos com a idéia de temas geradores isto deverá ser imprescindível.


Bibliografia:
FREIRE, Paulo. A dialogicidade – essência da educação como prática da liberdade. In:_______. Pedagogia do Oprimido. 40ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. P.89-101.
FREIRE, Paulo. Política e Educação. 4ª edição. São Paulo, Cortez, 1993. P.48.
VANTI, Elisa. Projetos Interdisciplinares. 1ª edição. Curitiba: IESDE Brasil S.A. 2007. p.26.

Pedagogia de Projetos

Realizando leituras indicadas através da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, referentes a Pedagogia de Projetos (Hernández e Ventura- 1998) descobri alguns aspectos positivos e desafiadores do trabalho de projetos, que são os seguintes:
O trabalho por projetos surge da necessidade de desenvolver um trabalho pedagógico que valorize a participação do educando e do educador no processo de ensino aprendizagem, tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho.
Os projetos de trabalho contribuem para uma resignificação dos espaços de aprendizagem de tal forma que eles se voltem para a formação de sujeitos ativos, reflexivos, atuantes e participantes.
Cada aluno traz consigo uma história de vida, modos de viver e experiências culturais que devem ser valorizados no seu processo de desenvolvimento. Essa valorização se dá a partir do momento que ele tem oportunidade de decidir, opinar, debater, construir sua autonomia e seu comprometimento com o social, identificando-se como sujeito que usufrui e produz cultura, no pleno exercício de sua cidadania. Daí o desafio de garantir a importância da participação de cada um no desenvolvimento do projeto de trabalho desde o seu início.