domingo, 14 de setembro de 2008

COMPETÊNCIAS DAS ESFERAS DE GOVERNO PARA COM A EDUCAÇÃO


A atividade do módulo 2 da interdisciplina Organização e Gestão da Educação me fez compreender como está a atual configuração do sistema de ensino no Brasil, sobretudo no que tange às políticas de organização e gestão, é fruto de uma série de mudanças que são conseqüências das alterações introduzidas, em 1988, por meio da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, pelo Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001, e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
As leis são fundamentais à regulamentação do sistema educacional brasileiro no que se refere às políticas, aos programas, as ações e, sobretudo, ao financiamento das diferentes etapas da Educação Básica.
A LDB regulariza em âmbito nacional, a base comum do currículo, a carga horária e presença mínima em aulas e as formas de promoção de série, cabendo aos estados, municípios e até mesmo às escolas a normatização das peculiaridades regionais e locais, curriculares e de calendário, de promoção de série e a expedição da documentação escolar de cada aluno da educação básica.
O Plano Nacional de Educação estabelece metas decenais para todos os níveis e etapas da educação, apontando para que estados e municípios criem e estabeleçam planos semelhantes, compatíveis com as metas nacionais.
A constituição de 1988, ao reconhecer o papel da sociedade civil, validando vários processos de democracia participativa, ajudou principalmente a descentralização da educação brasileira.
As duas legislações, Constituição de 1988 e LDB 1996 tiveram um papel decisivo na descentralização da educação, ao diminuírem o papel do Governo Federal, atribuindo responsabilidades aos estados e municípios, sendo que ainda possui uma forte ação indutora e distributiva de recursos. O Governo Federal não interfere na autonomia dos municípios e estados, tendo em vista que é preciso um acordo entre eles para que aconteça o que está na LDB e ficando definido, no texto constitucional promulgado em 1988, que a União, os estados e os municípios devem organizar seus sistemas de ensino em regime de colaboração.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

ESCOLA DEMOCRÁTICA


A democratização na/da escola é um desafio que há muito vem se tentando alcançar, porém já é passada a hora de enfrentarmos este desafio com determinação, comprometimento e competência para que não seja desperdiçado um enorme tempo de lutas sem resultados. Para isso, torna-se necessária a construção de uma escola democrática, plural e com qualidade social.
Uma escola que contribua significativamente para a democratização social exige uma gestão democrática. Nesse sentido, a forma de escolha dos dirigentes, a organização dos Conselhos Escolares e de toda Comunidade Escolar para participar e fazer valer seus direitos e deveres, democraticamente discutidos e definidos, são os primeiros passos para que a escola venha cumprir sua função social, contribuindo efetivamente para afirmar os interesses coletivos e construir um país mais justo.
A gestão autoritária é uma prática que não cabe mais, pois não satisfaz as exigências de uma sociedade que se deseja igualitária e justa. A própria Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, prevê que a educação seja promovida e incentivada com a colaboração da sociedade e reafirma no artigo 206 a gestão democrática do ensino público, na forma da lei.
O processo de uma gestão democrática exige a participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar nas decisões políticas de caráter pedagógico. Assim, o Plano Nacional de Educação, coloca como objetivo principal a criação de Conselhos nas escolas de ensino básico. Tais Conselhos são formados por representantes dos seguintes segmentos: pais, alunos, professores e funcionários, incluindo a direção.
O gestor deve proporcionar, no ambiente escolar, ações que viabilizem a participação de todos, de forma compartilhada, como também garantir a formação continuada de seus profissionais, contribuindo para a qualificação da prática pedagógica. Esse gestor é quem irá fazer o sucesso do aluno. Além disso, cabe a ele, juntamente com o Conselho Escolar, elaborar planos de ação para a aplicação dos recursos financeiros e fazer uso de meios para a comunicação entre todos.
Não devemos esquecer que as escolas são peças chaves para iniciar processos democráticos, começando no âmbito de suas relações internas, no trabalho educativo e logicamente na qualidade da gestão que possibilita este trabalho.

domingo, 31 de agosto de 2008

Fases da Vida Adulta

Realizando estudos referentes as fases da vida adulta, segundo Erikson, percebi que me encontro na fase 7, pois as características desta fase vêm ao encontro de minhas atitudes, personalidade e idéias.

Fase 7
Idade Adulta

Generatividade x Estagnação
(mais ou menos dos 30 aos 60 anos)

Características desta fase:

Preocupa-se com o conforto físico e material;
Criativo e produtivo;
Preocupa-se com a maternidade ou paternidade e com as gerações seguintes;.
Quer produzir algo com verdadeiro valor;
Procura um melhor lugar para viver;
Quer fazer algo por alguém;
Tem necessidade de transmitir valores sociais;
Quando a produtividade for considerada fraca, a personalidade regride e sente-se empobrecida ou estagnada;

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Compreendendo Conceitos

Nunca havia parado para realizar uma análise tão profunda em relação aos conceitos indicados pela Interdisciplina Organização e Gestão da Educação. Algumas vezes os mesmos foram debatidos em assuntos com colegas, família ou a partir de notícias, reportagens, etc.
Através das atividades do Módulo I , pude entender melhor como está a ação de governo hoje e entender a redefinição do Estado. Compreendi o que significam Neoliberalismo , Globalização, Políticas Educacionais e Públicas, mas acredito que ainda tenho muito que aprender, pois estes conceitos são bastante complexos, necessitando de uma vasta reflexão e troca de idéias.

domingo, 10 de agosto de 2008

Organização do Tempo


Clique aqui e veja a tabela de organização do meu tempo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Iniciando o Eixo V


Chegamos no Eixo V!!!

Mais um semestre se inicia com muitas expectativas, esperanças, curiosidades e reflexões.
Com certeza, nós da família PEAD, conseguiremos ampliar nossos conhecimentos realizando muitas discussões e análises, adquirindo e mostrando grandes experiências em assuntos de suma importância para a educação como: Gestão Escolar, Organização do Ensino Fundamental, Projeto Pedagógico e Psicologia da Vida Adulta.
Vivemos um momento de grandes transformações, com a introdução de mais um ano no Ensino Fundamental, a volta do ensino de filosofia na escola e mudanças na legislação que regulamenta a formação de professores, apenas para citar algumas. Como isso afetará o dia-a-dia da escola? Como lidar com essas novas realidades?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Noções de Espaço e Tempo

Este semestre letivo possibilitou-me uma vasta compreensão de conceitos referentes aos conhecimentos de espaço e tempo que fazem parte de nosso mundo, através das interdisciplinas Representação do Mundo em Matemática,Estudos Sociais, Ciências Naturais e Seminário Integrador.
Os conceitos de espaço e tempo estiveram presentes nas interdisciplinas como fator fundamental, norteando as mesmas para uma aprendizagem significativa nos levando a muitas formas de ler e interpretar o universo cotidiano que nos cerca.
Muitas vezes lidei com as noções de tempo e espaço no meu dia-a-dia sem me dar conta delas, e , no entanto, essas noções foram se construindo ao longo do semestre, em função das atividades ,leituras , trabalhos coletivos e fóruns propostos pelas interdisciplinas.
De acordo com o que foi proposto pela interdisciplina de Estudos Sociais, pode-se oferecer à criança oportunidades para que ela possa operar com relações espaciais, sabendo localizar-se dentro dos grupos sociais como peça fundamental e importante, podendo analisá-los e compreender estes espaços sociais como construções do homem em determinado tempo na sociedade.
Em Matemática o conceito espaço foi bastante instigado através das formas geométricas, que fazem parte dos objetos e ambientes utilizados no cotidiano, números e operações estão presentes em muitos momentos da vida em nossa rotina diária, o estudo de grandezas e medidas se faz necessário no nosso cotidiano e em várias situações que se apresentam. O vídeo "Balance" me fez refletir sobre como o homem pode agredir o seu ambiente em dimensões maiores do que qualquer outro organismo, podendo provocar completa destruição de ecossistemas atingindo a biosfera como um todo, causando, modificações climáticas, desaparecimento de espécies e uma gama de outros problemas.
O conceito de tempo é um dos mais difíceis de ser entendido na fase inicial da escolaridade, porém é um poderoso auxiliar para que o aluno se torne capaz de sair do campo do raciocínio concreto para pensar reflexivamente. Isso pode ser feito por meio de atividades que vão diferenciando, aos poucos, os diversos conceitos e possibilitando a compreensão da complexidade do tempo.
Trabalhando na área de matemática com horários, contagem de dias, fazendo registros dos dias da semana e dos meses do ano que são assuntos paralelos aos de Estudos sociais e chamando atenção para datas como feriados, aniversários e festas, relacionando-os com acontecimentos do passado e do presente ,pode-se desenvolver planejamentos referentes aos fenômenos naturais como o dia e a noite, estações do ano ou mudanças nas fases da lua, que estão interligados às Ciências Naturais no que diz respeito aos ciclos da natureza.
O professor como mediador, deve criar situações pedagógicas para que o aluno desenvolva suas capacidades intelectuais autônomas e se transforme num observador atento a realidade, capaz de estabelecer relações, comparações e chegar a conclusões sobre o tempo e o espaço em que vive. O professor pode facilitar o processo de aprendizagem utilizando uma gama imensa de materiais, como: relatos orais, imagens , objetos antigos, danças, músicas, narrativas, cartas, lendas, maquetes, utensílios, vestimentas, experimentos e quaisquer outros ítens que possam se transformar em instrumento de construção do conhecimento.
Um ponto muito importante para que o aluno adquira um melhor conhecimento das noções de espaço e tempo é o fato do professor valorizar os conhecimentos, hipóteses e modos de explicar que os alunos já trazem em sua bagagem cultural e também partir de assuntos do cotidiano e dos problemas locais , em que o aluno está inserido , isto facilitará o trabalho e o tornará bastante proveitoso e prazeroso.

domingo, 15 de junho de 2008

Trabalhando com Frações




As primeiras noções de frações já podem ser introduzidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas formas mais simples, como 1/2, 1/3,1/4, 2/3, 3/4.
As frações que aparecem no dia-a-dia, são quase sempre ,muito simples. Em receitas encontramos meia xícara de óleo, meio litro de leite, meio quilo de farinha, três quartos de xícara de açúcar, etc. Uma atividade que já tive oportunidade de trabalhar com alunos e que produziu bons resultados , em relação a aprendizagem das frações ,foi:
Repartindo e Juntando Líquidos
Os alunos foram divididos em grupos de quatro. Cada grupo recebeu 4 copos plásticos de tamanhos iguais. Primeiro pedi que enchessem um dos copos com água. Após cada grupo colocou um pouco de tinta têmpera na água para deixá-la colorida (para melhor visualizarem). Pedi aos alunos que dividissem a água em dois copos igualmente (1/2 cada um ). Após que dividissem as metades igualmente em mais 2 copos, ficando a água dividida igualmente em 4 copos (1/4 cada um). Após juntamos o líquido de três copos em um copo ( formando 1/3).Também realizada a comparação entre 2/4 e 1/2 que são equivalentes. Após juntamos tudo em um copo novamente formando 1 inteiro.
Depois registramos através de desenhos e em forma numérica no caderno.
Trabalhando dessa maneira os alunos aprenderam na prática, como se formavam 1/2, 1/4 e 1/3,realizaram comparações e fizeram descobertas significativas .

Grandezas e Medidas


Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam Grandezas e Medidas como um bloco de conteúdos para a matemática no Ensino Fundamental, desde os primeiros anos de escolarização, tendo em vista a importância atribuída ao assunto. Essa importância é caracterizada por ser um conteúdo vinculado ao cotidiano do aluno, de relevância no mundo em que vivemos.
Muitas atividades cotidianas das crianças envolvem medidas, como por exemplo, observar o tamanho dos objetos, pesos , volumes, temperaturas diferentes , quanto tempo falta para acontecer algo e outras.
A partir dessas práticas adquiridas da convivência social da criança, cabe a nós professores, propor situações-problema, visando a ampliação, ao aprofundamento de seus conhecimentos e à construção de novos significados.
Uma atividade prática e prazerosa que realizei com meus alunos foi realizar medições do quadro, armário, classes, mesa do professor, janelas , porta da sala de aula e etc. com palmos, cordões de 50 cm. de comprimento, palitos e réguas.Também medimos a altura de cada um, através de régua demarcada na parede. Foram feitas as anotações e comparações referentes as medidas registradas. Os próprios alunos tomaram iniciativa e começaram a medir o tamanho de seus pés, de suas mãos , de seus braços e de sua pernas realizando comparações entre sí.
Os alunos participaram ativamente das atividades e demontraram adquirir uma aprendizagem bastante significativa em relação ao assunto.

domingo, 8 de junho de 2008

PERGUNTAS E MAIS PERGUNTAS



As crianças estão sempre fazendo muitas perguntas. A curiosidade delas não tem limites e isto é um fato que torna o ensino privilegiado pois é automotivado por elas mesmas. As situações de perguntas e de problematização representam um momento para troca de informações entre os próprios alunos juntamente com o professor. A interação entre alunos e professor é fundamental porque promove uma aprendizagem ativa, na qual todos são interlocutores. Durante as situações problemas o professor pode planejar momentos de organização coletiva das informações e direcionar uma aprendizagem significativa, partindo dos interesses das crianças .