domingo, 26 de setembro de 2010

Despertar


Ao me tornar professora, muito jovem, aos 16 anos, não tinha consciência do que seria realmente minha profissão, trazia uma bagagem teórica estudada no magistério, sonhos, ilusões e vontade de trabalhar.
Com o passar do tempo, com a vivência de novas experiências, analisando situações e interpretando fatos que ocorriam dentro da educação é que “despertei” para a responsabilidade e grandiosidade de minha profissão. Cada vez mais tornou-se necessário refletir nas questões que eram relativas a mim , como professora, dentro do processo educativo.
Procuro estar sempre pronta para um “novo despertar”, e descobrir cada vez mais novos métodos, técnicas e idéias inovadoras para a melhoria do ensino dos alunos.
O professor não pode ficar estático perante todos os fatos novos que acontecem em torno de sua profissão, principalmente quando também ocorrem insucessos dos alunos. Não pode só cumprir seu papel de qualquer maneira, sendo apático as situações diversas, não pode fraquejar e deve sempre tentar buscar novas soluções e algo novo.
Cabe ao professor, sempre , se auto avaliar e questionar-se sobre seu desempenho e como está desenvolvendo seu papel de educador, dentro do contexto social em que vive.
Como educadores devemos estar sempre prontos para um “novo despertar”, relacionado a coragem de enfrentar mudanças e diversas situações, procurando a melhor saída, buscando novos ideais.
Esta oportunidade de estar cursando PEAD, de ler e refletir sobre vários textos e idéias de diversos autores está sendo muito interessante, pois estou repensando assim, minha prática docente e despertando para uma nova visão e compreensão da realidade .

Como me disse a professora Marlusa da interdisciplina de matemática, através de e-mail em 25/04/2008, em um momento que eu estava bastante angustiada, insegura e confusa:

" Dúvidas permanentes e certezas provisórias são o segredo da verdadeira aprendizagem".
(MARLUSA, 2008)
Nunca esqueci estas palavras e até hoje, durante os momentos de insegurança na produção do TCC, lembro-me delas e consigo seguir adiante. Tenho fé que vou vencer todas as dificuldades, angústias e inseguranças e vou conseguir "despertar" para muitas aprendizagens novas que me trarão muita alegria e me farão melhorar como profissional e pessoa.
Agradeço a Deus e a todos que me apoiam e me acompanham nesta longa caminhada!

sábado, 18 de setembro de 2010

Diversidade Literária


Nos dias atuais, a literatura infantil tornou-se mais abrangente ao influir em todos os aspectos da vida das crianças.
Hoje encontramos de tudo um pouco em nossos livros para crianças e jovens e os autores passeiam por diversos gêneros, escrevendo suas histórias de várias formas, desde: contos, fábulas, lendas, quadrinhos, poesias, etc., para atrair o público infantil.

Fábulas
Distinguem-se dos outros textos pela "presença animal colocada em situação humana e caracterizando símbolos, dentro de um contexto universal" (COELHO, 1991, p.148).
As fábulas surgiram no Oriente e sofreram várias reinvenções, todas com algo em comum: apresentavam lições morais à sociedade. Da necessidade de denunciar indiretamente uma sociedade que apresenta comportamentos de corrupção, além da maldade presente nos seres humanos, surgiram às fábulas primeiramente para para os adultos. De acordo com Jesualdo, surgiu da "[...] necessidade natural que o homem sente de expressar seus pensamentos por meio de imagens, emblemas ou símbolos"(JESUALDO, 1978, p.144).
Ao passar do tempo, as fábulas tornaram-se uma forma de guia de bons princípios para as crianças seguirem, trazendo os animais como instrutores desses conhecimentos.
Os filmes SHEREK 1, 2 e 3, lançado recentemente, traz como alguns dos personagens principais, um ogro e um burro falante. Os dois caminham em busca da felicidade, satirizando a magia dos contos de fadas. O burro apesar de sentir-se excluído, consegue ajudar o ogro a ser feliz, pois o que realmente falta a ambos é a amizade verdadeira e sincera, sem ater-se as aparências. O filme consegue misturar as fábulas aos contos de fadas, nele o príncipe não é um moço lindo e a princesa não é deslumbrante e graciosa, pois, as fábulas não precisam ter essa preocupação, o sentido básico para esse gênero é a mensagem final, o significado que irão deixar para os ouvintes e/ou leitores.


LENDAS
As lendas trabalham especificamente com relatos do povo, que, em geral queria explicar, por fatos sobrenaturais, o que havia experimentado ou vivido. As lendas tem uma narrativa que parte de um fato histórico e o interpreta de uma forma sobrenatural, elas fornecem explicações plausíveis e aceitáveis a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Heróis que fazem o inacreditável, monstros, seres fantásticos e fantasmas desfilam em seus textos causando temor e assombro nos leitores e/ou ouvintes. O folclore brasileiro é rico em lendas regionais destacando-se Boitatá, Boto-Cor-de-Rosa, Saci-Pererê, Curupira, Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Vitória Régia e tantas outras. Muitos destes personagens ganharam ainda mais fama depois de terem aparecido no "Sítio do Pica Pau Amarelo", obra do escritor Monteiro Lobato.

POESIAS
Se apresentam como uma atraente e lúdica forma de contato com o texto literário. As poesias podem brincar com o aspecto sonoro das palavras (rimas, ritmo cadenciado, onomatopéias, repetição de palavras, etc.), podem brincar com o espaço da folha em branco, através de desenhos, podem utilizar imagens, formas de dizer não convencionais, podem tratar de sentimentos e vivências do cotidiano da criança, podem usar o absurdo, o humor, o inesperado, podem se inspirar em composições folclóricas, parlendas e trava-línguas.
A poesia não está só nos livros, nem é feita só de grandes poetas: a televisão, o rádio, os jornais, , as revistas e os outdoors nos exibem, também, diariamente, trocadilhos e jogos de palavras, brincadeiras sonoras e rimas. Propagandas e campanhas políticas, hinos e ditados populares, celebrações e pregões do camelô fazem, diariamente um uso poético da linguagem, conseguindo maior expressividade. A poesia está em toda a parte: nas cartas apaixonadas e nas letras de músicas. A música brasileira é especialmente rica em letras que são verdadeiros poemas, como as de Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso e Vinícios de Moraes, por exemplo. Também na boca do repentista nordestino, no enredo da escola de samba – a poesia está viva. Na voz do rapper da cidade grande, que conta a vida da periferia, expressando suas dores e seus desejos.
A poesia estará sempre viva: comunicando afetos, desafetos, sonhos de mudança.
O canal criativo do ser humano pode ser excitado pela poesia, cabendo ao professor apresentar e possibilitar à criança este encontro com a poesia, servindo assim, como mediador.
Maria Antonieta Cunha nos remete à refletir que o entendimento da poesia não é o essencial, pois "a poesia é para ser sentida, muito mais que compreendida. Uma das principais características do fenômeno poético é exatamente a ambiguidade, a conotação"(CUNHA, 1983, p. 96).
O professor pode propiciar a vivência da poesia, pela dramatização, por movimentos rítmicos, pelos jogos fônicos, em sua riqueza de conteúdo e linguagem. Ele pode também, mostrar que a beleza da poesia é uma beleza que se encontra nas criaturas, na natureza e na vida cotidiana: tudo pode ser poesia.


Contos de Fadas
De acordo com a autora Ana Maria Machado(2002) a literatura dos contos de fadas é caracterizada como popular, uma manifestação artística por meio das palavras, uma forma de produção cultural com sentido próprio; os contos de fadas cumprem uma função fixa, possuem uma estrutura pré-determinada.
O ser humano conta histórias para tentar entender a vida, sua passagem pelo mundo, ver na existência alguma espécie de lógica. Cada texto e cada autor lidam com diferentes elementos e adequando formas e expressões aos conteúdos.
Contar histórias de bruxas malvadas, princesas presas em altas torres e cavaleiros corajosos não é apenas um passatempo lúdico, mas uma importante ferramenta no ensino para a vida.
Trabalhar com contos de fadas na escola, significa ajudar as crianças a compreenderem melhor seus problemas interiores, pois a partir dos contos são despertadas inúmeras emoções, como: desejos, angústias e medos, também significa despertar vários ensinamentos relacionados a realidade de nossos alunos , afinal os contos de fadas são ricos em experiências de vida, como por exemplo: o medo de ser abandonado, a tristeza pela morte dos pais, brigas entre irmãos, a pobreza , a busca da liberdade e a rejeição , que são temas tratados pelos contos e que ajudam as crianças a enfrentar as dificuldades do cotidiano.
Ao desenvolver trabalhos em sala de aula com contos de fadas, os alunos demonstram prazer em ouvi-los, pois ficam curiosos, empolgados, alegres e muitas vezes entristecidos e tentam através de conversas compreender e buscar soluções para alguns personagens do conto ouvido; estas histórias muitas vezes funcionam como uma válvula de escape e permitem que a criança vivencie seus problemas psicológicos de modo simbólico saindo mais feliz desta experiência.
Situando-se na linha de pensamento de Freud, o autor Bruno Bettlheim(2000) busca nos contos de fadas os temas edípicos, os processos de maturação da criança, os fantasmas da angústia e, de uma maneira geral, os conflitos do inconsciente relacionados com os problemas da infância.
Os contos de fadas são psicologicamente mais convincentes do que a narrativa realista, porque colocam a criança diante de uma situação problema cuja solução encontrará graças à sua capacidade de imaginar. Na verdade, o real de que Bettelheim fala não é aquilo que se passa diante de nossos olhos todos os dias, mas aquilo que se passa em nosso interior. Se o medo de sermos devorados torna o símbolo de uma bruxa, é fácil livrar-se dela empurrando-a para dentro de seu próprio fogão para que morra queimada.
De uma maneira geral, os monstros, as bruxas e os personagens terríveis são projeções imaginárias dos fantasmas que a criança traz consigo como, por exemplo, o medo de ser abandonada por seus pais, o medo de ser devorada, medo da rivalidade fraterna. Os contos de fadas são úteis para superar todas essas angústias, e ajudam as crianças a protegerem-se nessas histórias que acabam com final feliz e a identificarem-se com o herói.
Sozinha e sem competência narrativa, a criança seria incapaz de inventar histórias que a ajudassem a vencer seu medo. Portanto, o conto de fadas dá à criança a possibilidade de imaginar onde ela buscará as imagens necessárias para resolver seus problemas.
Bettelheim nos remete a refletir quando diz: "o desprazer original da ansiedade vira o grande prazer de uma ansiedade encarada e dominada de modo bem sucedido" (BETTELHEIM, 2000, p.216). A comprovação deste fato se dá quando a criança volta a solicitar estes contos que dão medo, mas que lhe permitem certificar-se que o bem sempre vence o mal e que o final sempre será feliz.


BIBLIOGRAFIA:

BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos contos de fadas- 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

COELHO, Nelly Novaes. Panorama Histórico da Literatura Infanto/Juvenil. 4. ed. São Paulo: Ática, 1991.


CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: teoria e prática. São Paulo: Ática, 1983

JESUALDO. A Literatura Infantil. Tradução de James Amado. São Paulo: Cultrix, 1978.


MACHADO, Ana Maria. Como e porque ler os clássicos universais desde cedo – Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. Pesquisado na Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil - Eixo 3- Bloco 5

Sites visitados, para pesquisa, em 18/09/2010, na Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil - Eixo 3
http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/Literatura_InfantoJuvenil_Aprendizagem/bloco2/bloco7_poesias.htm
http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/Literatura_InfantoJuvenil_Aprendizagem/bloco5/bloco4_shrek.htm

Texto - Biografia Freud 1 -p.6- Interdisciplina : Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia

http://www.chasqueweb.ufrgs.br/~luciane.real/trilha/textosintrodutorios/biografia1.htm

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

História da Literatura Infantil


A literatura infantil surgiu, na verdade por responsabilidade do próprio homem, que ao sentir necessidade de transmitir acontecimentos e idéias, buscou na contação de histórias fictícias uma maneira de repassar a herança cultural, acumulada pela humanidade, ao longo do tempo. Essas histórias eram apenas contadas, não sendo registradas por escrito.
A princípio a criança era vista como um "pequeno adulto", ou seja ela deveria ser educada conforme os objetivos traçados pelos adultos, sem se preocupar com as capacidades e vontades próprias da infância.
Nos dizem Varela e Alvarez-Uria (1992) que segundo as idéias do historiador Philippe Ariès, na Idade Média não existia uma percepção realista e sentimental da infância. As crianças não eram nem queridas nem odiadas nos termos nos quais estes sentimentos se expressam no presente, participavam juntamente com os adultos das atividades lúdicas, educacionais e produtivas e não se diferenciavam dos adultos nem pelas roupas que vestiam nem pelos trabalhos que executavam nem pelas coisas que diziam ou deixavam de dizer.
Alguns livros circulavam na idade Média e do Renascimento, sendo os catecismos criados pelos padres Jesuítas, para pregar o cristianismo às crianças e também circulavam fábulas com narrativas moralizadoras e os livros com narrativas de comportamento exemplares.
Os primeiros livros infantis surgiram no século XVII, quando lançou-se a obra do famoso francês Charles Perralt, que ao trazer histórias da tradição especialmente para as crianças da corte real, narrando-as em finos versos ou prosa burilada, e fazendo com que todas se acompanhassem de uma moral, recontou versões imortais de A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho, A Gata Borralheira, O Pequeno Polegar e O Gato de Botas entre outras, conseguindo resgatar este repertório e transformá-lo criticamente nos diversos tipos humanos da sociedade da época, acentuando nas narrativas a forma fantasiosa e mágica, própria das crianças, ao encarar situações.
No século XIX surgem os famosos Contos de Grimm, que foram reunidos pelos pesquisadores e folcloristas alemães Jacob e Wilhelm Grimm, tratando-se de narrativas de fundo popular. Os Contos de Grimm apresentavam uma grande diferença em relação à obra de Perrault: não se destinavam à leitura da corte, mas tinham como objetivo preservar um patrimônio literário tradicional do povo alemão e estar ao alcance de todo mundo. Essa intenção era evidente desde o primeiro título do Livro (Cantos para o Lar e as Crianças). Com esse objetivo, os contos eram narrados em prosa e numa linguagem bem próxima a oralidade, de um jeito parecido ao que era falado pela gente do povo, entre eles os mais conhecidos são: A Branca de Neve e os sete Anões, Os Cisnes Selvagens, Rumpeltistiskin, João e Maria e os Músicos de Bremen.
Entre 1835 e 1872, o dinamarquês Hans Christian Andersen, lançou outra grande antologia de contos de fadas. Andersen apresentou-se com uma grande diferença em relação a Perrault e aos irmãos Grimm: não se limitou a recontar as histórias tradicionais que corriam pela boca do povo, fruto de uma criação secular coletiva e anônima. Ele foi mais além e criou várias histórias novas, seguindo o modelo dos contos tradicionais, mas trazendo sua marca individual e inconfundível - uma visão poética misturada com profunda melancolia. Assim seu livro além de contos de fadas recontados, trazia também novidades como O Soldadinho de Chumbo, o Patinho Feio, A Roupa Nova do Imperador, Polegarzinha e tantas outras narrativas com animais e objetos como seres dotados de comunicação e sentimentos. Seus contos ainda fazem parte do universo infantil e contagiou a imaginação de outros autores.

Cademartori (1994) afirma que:

... a literatura infantil se configura não só como instrumento de formação conceitual, mas também de emancipação da manipulação da sociedade. Se a dependência infantil e a ausência de um padrão inato de comportamento são questões que se interpenetram, configurando a posição da criança na relação com o adulto, a literatura surge como um meio de superação da dependência e da carência por possibilitar a reformulação de conceitos e a autonomia do pensamento. (CADEMARTORI, 1994, p.23)

No Brasil em 1921, a literatura infantil teve como principal marca a obra de Monteiro Lobato, quando publicou Narizinho Arrebitado, que apresentava um apelo à imaginação, diálogos, linguagem visual, enredo, humor e a graça na expressão linguistica e representava "toda uma soma de valores temáticos e linguisticos que renovava o conceito de Literatura Infantil no Brasil" (ARROYO, 1990, p.198), e mais adiante muitas outras obras que até hoje encantam milhares de crianças, despertando o prazer e o desejo de ler.

Bibliografia:
ARROYO, L. Literatura Infantil Brasileira. São Paulo: Melhoramentos, 1990, p.198.

CADEMARTORI, L. O que é literatura infantil? 6ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994, p.23.

MACHADO, Ana Maria. Como e porque ler os clássicos universais desde cedo – Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, cap. 7. Estudado na Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil-Eixo III- Bloco 5

VARELA . e ALVAREZ-URIA .A Maquinaria Escolar, publicado na Revista Teoria & Educação, editada em Porto Alegre, n.6, 1992, p.74. Estudado na Interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica - Eixo II.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tema abordado no TCC

Sou apaixonada por literatura infantil e acredito que ela é maravilhosa para desenvolver o hábito e o prazer da leitura nas crianças, além de também, oportunizar aprendizagens diversificadas em várias áreas do conhecimento. Utilizei a literatura infantil nos projetos interdisciplinares desenvolvidos durante o estágio como uma forte aliada.
Sendo assim, montei alguns tópicos para serem abordados em meu TCC:

Título: " A Literatura infantil como aliada ao desenvolvimento da pedagogia de projetos interdisciplinares".



1)HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL
ORIGENS
FUNÇÕES DA LITERATURA ATRAVÉS DOS TEMPOS

2)A LITERATURA INFANTIL E A ESCOLA
A POESIA NA ESCOLA
AS NARRATIVAS DE TRADIÇÃO
LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
A LITERATURA E AS NOVAS TECNOLOGIAS

3)PEDAGOGIA DE PROJETOS INTERDISCIPLINARES
O QUE SÃO PROJETOS INTERDISCIPLINARES
COMO SE PROCESSA O TRABALHO COM PROJETOS
O PAPEL DO ALUNO EM PROJETOS INTERDISCIPLINARES
O PAPEL DO PROFESSOR EM PROJETOS INTERDISCIPLINARES

4)A UTILIZAÇÃO DA LITERATURA EM PROJETOS INTERDISCIPLINARES

5)EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS COM UTILIZAÇÃO DA LITERATURA INFANTIL EM PROJETOS INTERDISCIPLINARES NO 2º ANO

sábado, 28 de agosto de 2010

Eixo IX - Semestre 2010/2

Estamos iniciando mais um semestre e este será muito especial, pois além de ser o último ele será culminado com o Trabalho de Conclusão do Curso.
Escolher o tema para o TCC não será fácil, pois surgem muitas dúvidas e um turbilhão de idéias ficam "borbulhando" em nosso pensamento.
Acredito que o tema a escolher deverá ser condizente com nossas preferências pessoais, para tornar-se prazeroso e proporcionar satisfação e auto-realização.
Muitas pesquisas, leituras e mais leituras, investigações em livros e artigos e estudos na internet serão intermináveis para que o trabalho seja desenvolvido.
Teremos que ser incansáveis, vencer obstáculos e seguir em frente!!! Não desanimar jamais!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

REFLETINDO SOBRE AS ATIVIDADES

Os tópicos e assuntos explorados e investigados pelas diferentes atividades propostas nos projetos foram integrados com as experiências de vida das crianças, fora da escola. Qualquer projeto se desenvolve e cresce através de um processo de socialização por meio da participação e da experiência. A turma é considerada um grande grupo, formado pelos alunos que trazem consigo uma história de vida, modo de viver e experiências culturais diferenciadas, que devem ser valorizadas. Essa valorização se dá a partir do momento em que os educandos tem a oportunidade de decidir, opinar, debater, construir sua autonomia e seu comprometimento com o social. Destaco o mestre Paulo Freire que nos diz: "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção."(1997, p.52).
Os projetos desenvolvidos durante o semestre, visando proporcionar autonomia aos educandos, fizeram com que as crianças aprendessem a reforçar sentimentos positivos em relação a si mesmos e aos outros, estabelecendo objetivos dentro da realidade, lidando com o insucesso e o sucesso como fatores decisivos tanto no desenvolvimento quanto na aprendizagem. Os alunos identificaram-se como sujeitos que usufruem e produzem cultura, em pleno exercício de sua cidadania.
Bibliografia:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa- 6ª ed. -São Paulo: Paz e Terra, 1997.

domingo, 20 de junho de 2010

Trabalhando a Copa 2010











A partir do dia 07/06 iniciei o Projeto: Em Ritmo de Copa
Este projeto está sendo bastante produtivo e ao mesmo tempo divertido e gerador de muitas interações pessoais. Ao participar de atividades esportivas as crianças estabeleceram relações equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de sí próprio e dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas , sexuais ou sociais, também adotaram atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas, evitando qualquer espécie de violência.
Ao realizar atividades interdisciplinares envolvendo o tema Copa do Mundo (2010) os alunos conseguiram conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura brasileira, africana , percebendo-as como recurso valioso para a integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais e etnias.
Um dos pontos mais importantes desenvolvidos no projeto "Em Ritmo de Copa" foi a promoção do torneio de futsal, amistoso, entre turmas do 2º ano e 4º e 5º ano no ginásio de esportes Santa Fé, localizado em bairro perto da escola. Durante o torneio os alunos tiveram contatos com alunos de outras turmas, divertiram-se fazendo torcida e participando dos jogos. A turma 21 (2º ano do turno manhã) utilizou faixas na cabeça de cor verde e a turma 23 (2º ano do turno da tarde) de cor amarela. Realizou-se jogos com times masculinos e femininos. Alguns alunos participaram dos jogos e depois colocaram que nunca imaginavam que era tão bom jogar futebol, que não gostavam muito, mas com a participação no torneio começaram a se interessar por futebol.
Como foi um torneio amistoso, não houve uma competitividade muito grande, os jogos aconteceram realmente em carater recreativo, de treino ou nova experiência para alguns alunos.
Como nos diz o PCN (vol.7, pág.49 e 50)

"Uma prática pode ser vivida ou classificada em função do contexto em que ocorre e das intenções de seus praticantes. Por, exemplo o futebol pode ser praticado como um esporte, de forma competitiva, considerando as regras oficiais que são estabelecidas internacionalmente (que incluiem as dimensões do campo, o número de participantes, o diâmetro e pesoa da bola, entre outros aspectos), com platéias, técnicos e árbitros. Pode ser considerado um jogo, quando ocorre na praia, ao final da tarde, com times compostos na hora, sem árbitro nem torcida, com fins puramente recreativos(...). Os esportes são sempre notícias nos meios de comunicação e dentro da escola; portanto podem fazer parte do conteúdo(...)".
Bibliografia:
PCN- Parâmetros Curriculares Nacionais :Educação Física,Vol.7/Secretaria de Educação fundamental-Brasília:MEC/SEF,1997.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Questões para Reflexão


Será que estamos preparados para ensinar os nossos alunos em educação ambiental?
Que ações dentro da sala de aula revelam esse "olhar" para a educação ambiental?

No meu ponto de vista devemos sensibilizar as crianças em relação aos problemas ambientais, mostrando que o futuro está em suas mãos, no ar que respiramos, na água que bebemos, onde e como vivemos. Tudo serve para indicar que o processos de degradação e deteriorização da natureza não podem ser tratados com indiferença, nem pela sociedade, nem pela escola. Não adianta cobrar do governo e dos outros, atitudes que ainda pessoalmente não conseguimos ter.
Nós professores, precisamos buscar recursos, nos atualizar e estar sempre preparados para enfrentar situações cotidianas que estão relacionadas a Educação Ambiental. Ela deve ter como base um processo contínuo e permanente na educação que foca situações atuais e do dia a dia dos alunos.
"É importante que o professor trabalhe com o objetivo de desenvolver, nos alunos, uma postura crítica diante da realidade, de informações e valores veiculados pela mídia e daqueles trazidos de casa. Para tanto o professor precisa conhecer o assunto e , em geral, buscar junto de seus alunos mais informações em publicações ou com especialistas. Tal atitude representará maturidade de sua parte: temas da atualidade, em contínuo desenvolvimento, exigem uma permanente atualização; e fazê-lo junto com os alunos representa excelente ocasião de, simultaneamente e pela prática, desenvolver procedimentos elementares de pesquisa e de sistematização da informação, medidas, considerações quantitativas, apresentação e discussão de resultados,etc." (PCN, vol.9, p.30)
Dentro da sala de aula e abrangendo a escola, pode-se trabalhar ações de Educação Ambiental, baseadas nos cuidados práticos diários, como por exemplo:
-Conservação da sala limpa, arejada e organizada;
-Incentivar a utilização correta do papel evitando desperdício;
-Enfatizar que o papel destinado à reciclagem não deve ser amassado, porque isso dificulta o manuseio e a reutilização;
-Desligar as luzes ou ventiladores da sala enquanto não tiver ninguém dentro dela, como por exemplo na hora do recreio, educação física ou qualquer outra atividade fora da sala;
-Incentivar o uso adequado das lixeiras e em hipótese alguma aceitar que os alunos coloquem lixo no chão;
-Se na escola existirem lixeiras seletivas para o lixo, orientar os alunos na utilização adequada das mesmas;
- Explicar aos alunos que o vaso sanitário não é lugar para jogar, papéis, alimentos, chicletes, etc. - Ao beber água não não deixar água correndo em desperdício, encher o copo somente com a quantidade necessária para matar sua sede;
- Na hora do lanche não desperdiçar alimentos, guardar o que não vai comer ou dividir com os colegas;
-Não desperdiçar a merenda escolar oferecida pela escola;
-Armazenar garrafinhas, copinhos, e caixinhas que sobram do lanche dos alunos para posteriormente realizar trabalhos artesanais que envolvam a reciclagem destes produtos;
- Recomendar aos alunos que não escrevam em classes, cadeiras e paredes;
-Incentivar os alunos a cuidarem das plantas da escola;
Desde pequeninos os alunos devem sentir que estão sujeitos a regras de respeito às condições básicas da vida e que a boa qualidade dos espaços por eles utilizados dependem das suas próprias atitudes de conservação, respeitando as condições de sustentabilidade e de máxima renovabilidade possível dos recursos.
"O convívio escolar será um fator determinante para a aprendizagem de valores e atitudes. Considerando a escola como um dos ambientes mais imediatos dos alunos, a compreensão das questões ambientais e as atitudes em relação a elas se darão a partir do próprio cotidiano da vida escolar do aluno". (PCN, vol.9, p.50)
Bibliografia:
PCN, Parâmetros Curriculares Nacionais: meio ambiente, saúde, vol.9.Secretaria da Educação Fundamental-Brasília,1997.

domingo, 6 de junho de 2010

Trabalhando Meio Ambiente

Nos dias 31/05, 01 e 02/06 foram abordados com a turma, temas relacionados ao meio ambiente onde a principal meta a atingir foi fazer cada aluno perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente.

Através de passeio no bairro, possibilitei aos alunos a aplicação dos conhecimentos à realidade local, para que cada aluno se sentisse potente, com uma contribuição a dar, por pequena que seja, para que possa exercer sua cidadania.

"É fato que o trabalho com a realidade mais próxima possui a qualidade de oferecer um universo acessível e conhecido e, por isso, possível de ser campo de aplicação do conhecimento. Dessa forma ele se torna essencial para o exercício da participação".(PCN, vol:9,p.78)

"Cabe ao professor orientar os alunos sobre o que e onde observar, de modo que se coletem dados importantes para as comparações que se pretende, pois a habilidade de observar implica um olhar atento para algo que se tem a intenção de ver".(PCN, vol:4,p.66)

"As observações realizadas resultam em um conjunto de dados que são organizados por meio de desenhos e listas, de modo que as características do ambiente fiquem registradas. Ao realizar registros os alunos tem a oportunidade de sistematizar os conhecimentos que adquiriram".(PCN,Vol:4,p.66)

O nosso passeio na comunidade que teve o objetivo de observar degradações ambientais, teve desfecho final através de um relatório, onde os alunos puderam relatar o repertório de imagens que adquiriram e alguns novos significados para a idéia de ambiente.Os alunos desenvolveram habilidade de descrever ambientes, identificando, comparando e classificando seus diferentes componentes. Os alunos perceberam como é grande a influência das pessoas num ambiente construído e como podem apresentar condições ambientais de vida humana bastante variadas.

A partir da compreensão da natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, a turma realizou ações como: criar na escola um cantinho da natureza, onde cada um contribuiu com uma plantinha em vaso feito de garrafa pet (aproveitando para reciclagem) e realização de campanha em outras turmas através de música "Tempo de Mudar" (Maísa e Eliana), diálogo e distribuição de panfletos com mensagens de proteção ao ambiente.

sábado, 29 de maio de 2010

Contos de Fadas









É tendo contato com qualquer forma de literatura que os homens têm a oportunidade de ampliar , transformar ou enriquecer sua própria experiência de vida. Então, já nos primeiros anos de vida é aconselhavel que a criança tenha contato com histórias inventadas ou extraídas da tradição familiar.

De acordo com a escritora Fanny Abramovich, "quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, sentimentos de inveja e carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos". Além disso é por meio de uma história que a criança pode descobrir outros lugares, etnias, tempos e etc. Dessa forma quanto mais cedo as crianças tiverem contato com os livros mais cedo irão perceber o prazer que a leitura produz, sendo maior a probabilidade de ela se tornar um adulto leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo, o que acredito ser o principal objetivo da contação de histórias.

Os contos de fadas são histórias muito interessantes porque as crianças se identificam com elas, e passam a querer ouví-las incontáveis vezes, por sentir que naquele personagem há algo semelhante ao que vive ou sente no momento.

Cito agora, alguns trechos esclarecedores da Obra "Como e por que ler Clássicos Universais desde cedo" de Ana Maria Machado, p.15:

"Clássico não é livro antigo e fora de moda. É livro eterno que não sai de moda".

"O primeiro contato com um clássico, na infância e na adolescência, não precisa ser original. O ideal mesmo é uma adaptação bem-feita e atraente".

Na pág. 19-20:

"Muita gente fala em prazer da leitura, mas às vezes essa noção fica um pouco confusa. Claro existe um elemento divertido, de entretenimento, em acompanhar uma história engraçada, emocionante ou cheia de peripécias. É uma das alegrias que o livro pode proporcionar, mas essa é apenas a satisfação mais simples, evidente e superficial. Há muito mais do que isso. Muito mesmo , como sabe qualquer leitor.(...) a leitura dos bons livros de leitura traz também ao leitor o outro lado dessa moeda: o contentamento de descobrir em um personagem alguns elementos em que ele se reconhece plenamente. Lendo uma história, de repente descobrimos nela umas pessoas que, de alguma forma, são tão idênticas a nós mesmos, que parecem uma espécie de espelho. Como estão, porém em outro contexto são fictícias, nos permitem um certo distanciamento e acabam nos ajudando a entender melhor o sentido de nossas próprias experiências. Essa dupla capacidade de nos carregar para outros mundos e , paralelamente, nos propiciar uma intensa vivência enriquecedora é um dos grandes prazeres de uma boa leitura".
Nesta semana, de 24 a 28/05 eu e minha turma trabalhamos com os Contos de Fadas. Foi um tema bastante rico, pois proporcionou aos alunos muita imaginação, curiosidade, reflexão sobre a realidade, busca pelo conhecimento, desenvolvimento da linguagem, além de trabalhar as emoções, a atenção e a observação.
As histórias escolhidas pelos alunos foram Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho, Patinho Feio, Os Três Porquinhos e Branca de Neve.
Realizamos atividades bastante diversificadas envolvendo as mesmas, como: teatro de fantoches, dobraduras, escrita das histórias, criação de histórias diferentes embasadas nas originais, estudo de diferentes moradias e de animais ovíparos e vivíparos, construção de adições e multiplicações, bricadeiras musicais e outras.
Certamente, com os trabalhos desenvolvidos a partir dos Contos de Fadas, pude colaborar na condução do gosto pela leitura, que levará os alunos ao conhecimento de novos horizontes fantásticos.


Bibliografia:

ABRAMOVICH, Fanny.Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione ,1989,

MACHADO, Ana Maria. Como e porque ler os clássico universais desde cedo. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2002.