sexta-feira, 7 de maio de 2010

TEMPO



A importância de trabalhar a noção de tempo na escola é a de preparar o aluno para entender o tempo, como uma dimensão contínua, que passa sem cessar, além disso a criança passa a ver que o tempo abrange momentos(tempo físico) sobre o qual os homens inscrevem suas diferentes trajetórias, frutos de suas relações sociais (tempo histórico).
Um tópico muito interessante de ser lembrado é que a noção de tempo é a mais abstrata e de difícil compreensão para a criança.
Beatriz Aisenberg (1994, p. 138) nos diz:
" Os conhecimentos anteriores (as teorias, as noções já construídas) funcionam como marco assimilador, a partir do qual se outorgam significados aos novos objetos do conhecimento. Na medida em que se assimilam novos, significados, esse mesmo marco vai se modificando, se enriquecendo. É assim como passamos de um estado de menor conhecimento para outro de maior conhecimento".
Sendo assim, a partir da idéia desta autora, aproveitando o Projeto "Homenagen às Mães", realizei a atividade de linha do tempo com meus alunos ( 2º ano do ensino fundamental) pedindo inicialmente que realizassem uma pesquisa junto de seus familiares , referente a fatos marcantes que aconteceram em cada ano de suas próprias vidas através de preenchimento de uma ficha realizando desenhos ou escrevendo.
Após preenchidas as fichas de pesquisa, foram feitas observações e comparações referentes aos fatos registrados por cada um.
Em um outro momento , foi pedido aos alunos que trouxessem fotos deles com idades diferentes a atual (anteriores).
Observamos as fotos, conversamos em que momento e lugar elas foram registradas e após foi montado um painel com a colagem das fotos em ordem cronológica ,de acordo com a idade dos mesmos no momento da foto.
Para surpresa dos alunos, levei fotos minhas de quando era bebê e criança. Os alunos ficaram maravilhados ao perceberem que a professora também já foi criança um dia.
Com o desenvolvimento destas atividades relatadas, os alunos puderam perceber o que existe de comum e de diferente em relação a sua história e a de seus colegas, foram estimulados à capacidade de auto-observação, identificando marcas de mudança no seu corpo, que foram associadas com a noção de passagem do tempo. O desenvolvimento da sucessão de fases biológicas na vida de cada um auxilia no desenvolvimento da noção de tempo histórico.
A atividade de pesquisar fatos marcantes que ocorreram em suas vidas ajudou cada criança a reconstituir seu passado pela própria memória dela e de seus familiares e promoveu um encontro bastante afetivo entre as crianças que trocaram suas experiências e as socializaram.



Fontes de Pesquisa:

Estudos Sociais - Teoria e Prática , unidades III e IV. ACCESS
AISENBERG, Beatriz e ALDEROQUI,Silvia (comps). Buenos Aires:Paidos, 1994. Tradução:Maria Aparecida Bergamaschi

sábado, 1 de maio de 2010

O Jogo e a Aprendizagem




Trabalhando o projeto "O QUE VOU SER QUANDO CRESCER?", sobre profissões aproveitei para dialogar com os alunos sobre a exploração do trabalho infantil. Para este assunto tornar-se de fácil entendimento pelos alunos e ser abordado de uma maneira agradável proporcionei aos alunos uma atividade envolvendo um jogo de tabuleiro sobre o combate ao trabalho infantil promovido pela OIT e CENPEC . O nome do jogo é "Bem-Vindo à Escola" e consiste em proporcionar divertimento e ao mesmo tempo, reconhecer as características negativas do trabalho infantil e a importância do cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente para por fim a essa exploração. O jogo contém um tabuleiro contendo 4 casas de partida,o caminho para a escola e a escola ao centro. Os alunos jogam o dado e avançam suas fichas observando as indicações das casas. Durante o jogo os alunos demonstraram muito envolvimento nas situações vivenciadas , tendo este fato dado um papel de destaque na aprendizagem dos mesmos.
"O jogo tem um fator mágico em sua relação com os alunos , que estão sempre dispostos a jogar e brincar. Este fator é talvez um dos mais importantes do jogo, é o que promove a motivação, gerando maior interação e participação envolvendo os alunos e o conhecimento, proporcionando uma aprendizagem de qualidade, adaptada a cada indivíduo, pelo processamento pessoal dessas atividades. No jogo as vivências acontecem de maneira coletiva e individual.
Ao acompanharmos pesquisas sobre o jogo, o brincar e o brinquedo no universo infantil, encontramos os fascinantes pensamentos de Piaget e Vygotsky. Na releitura desses autores, encontramos muitos fatores que aproximam um do outro. Na questão do jogo e do brinquedo, Piaget ilustra muito bem o seu caráter abrangente e imaginativo: "quando brinca, a criança assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade, pois sua interação com o objeto não dependendo da natureza do objeto, mas da função que a criança lhe atribui" (PIAGET, 1971,p.97).
Vygotsky, tem muitas contribuições que podem ser usadas na educação das crianças. Ele afirma por exemplo, que os fatores biológicos são predominantes sobre os sociais no início do desenvolvimento humano. E, pouco a pouco, a integração social torna-se fundamental para o desenvolvimento do pensamento.
Considerando sua teoria, podemos dizer que o jogo é um elemento essencialmente socializador e , consequentemente, algo muito importante para o desenvolvimento humano. Para Vygotsky, a criança é introduzida no mundo adulto pelo jogo e sua imaginação pode contribuir para expansão de suas habilidades conceituais.
Podemos notar que o jogo ajuda no desenvolvimento infantil e é um fator decisivo na aprendizagem de forma geral. Para adquirirmos maior interação envolvendo o professor e o aluno, fundamento para a conquista de objetos educacionais na Educação Escolar, devemos trabalhar com as atividades lúdicas e os jogos como algo importante para alcançarmos nossos objetivos de aprendizagem".

Bibliografia:
PIAGET.Epistemologia Genética. Lisboa:Dom Quixote, 1971.
HAETINGER, Jogos Recreação e Lazer.IESDE, 2008.

sábado, 24 de abril de 2010

Socialização



Piaget enfatiza a interação social como condição necessária para o desenvolvimento intelectual.Muitas pessoas acreditam que a teoria de Piaget enfatiza somente a maturação do sistema nervoso e a experiência com objetos concretos.No entanto, estes componentes, por essenciais que sejam, não são suficientes. As crianças precisam falar, discutir e disputar com outras crianças. O professor precisa cuidar que a interação social, enfatizando a linguagem, tenha um lugar proeminente no planejamento diário do ensino. Isto pode ser realizado através da inclusão de atividades como, trabalhos de grupo, discussões em grupo, resolução de problemas em grupo, atividades teatrais e etc.
As crianças que se encontram no estágio das operações concretas (estágio em que se encontram a maioria de meus alunos )estão crescendo quanto ao respeito que elas tem pelos outros e ao mesmo tempo cresce o desejo de estar com outras crianças, de ter atividades em grupo, de participar de jogos em grupo, de formar grupinhos, clubinhos, etc.
Um exemplo de atividade em grupo que realizei em uma de minhas aulas, dentro do projeto: "Pindorama, Brasil dos Índios", foi a construção de maquete sobre aldeias indígenas onde os alunos divididos em grupos entre 5 e 6 alunos tinham que montar uma maquete utilizando argila, papelão, papel crepom, ilustrações, folhas de árvores, pedrinhas, cola, tesoura, canetinhas, lápis de cor. Eles próprios tinham que se organizar e combinar como fariam a maquete. Para completarem o trabalho tiveram que trocar muitas idéias, respeitar opiniões, resolver conflitos e determinar posições. Como professora, fui intermediando, cooperando e auxiliando quando muito necessário ou solicitada. Após prontas as maquetes realizamos uma exposição das mesmas aos alunos do 1º ano, onde os grupos produtores das maquetes sentiram-se muito importantes e unidos na construção do trabalho, solidificando assim, o trabalho coletivo.
Bibliografia:
PIAGET ao alcance dos professores, C.M. Charles. California State University, San Diego.Tradução: Profª Igeborg Strake, AO Livro Técnico S/A- Rio de Janeiro-1979.

sábado, 17 de abril de 2010

Hora do Conto




No dia 13/04 realizei com minha turma a Hora do Conto da história dos "Pingos"dos autores
Mary e Eliardo França da editora Ática . Como estava trabalhando uma arquitetura pedagógica em forma de projeto sobre a prevenção da Gripe "A", a história encaixou-se bem dentro do assunto, pois a história dos Pingos nos conta de maneira criativa e alegre como devemos tratar alguém que está gripado e como pode se dar a transmissão da doença.
Realizei a contação da história utilizando a técnica do varal, onde conta-se a história, pendurando-a em partes numa cordinha com prendedores.
A técnica foi bem interessante e atraiu bastante a atenção dos alunos que ficaram muito atentos a história. Logo após realizamos um diálogo sobre a história, comparamos os acontecimentos da história com o cotidiano da vida real e reescrevemos a história coletivamente no quadro, para após realizarmos a cópia em folha digitalizada com ilustração do personagem principal da história que é o "Pingo-de-Ouro".
Após a escrita da história confeccionamos os personagens com balões, papéis coloridos, barbante, fita adesiva e canetinhas.
Com os personagens realizamos uma dramatização da história. As crianças se divertiram muito e foram muito espontâneas nas suas atuações.
Realizando atividades com Histórias percebo que o ideal da literatura é fazer com que as crianças unam o entretenimento e a instrução ao prazer da leitura. Portanto a literatura vem educar a sensibilidade, reunindo a beleza das palavras e das imagens. A criança pode desenvolver suas capacidades de emoção, admiração, compreensão do ser humano e do mundo, entendimento dos problemas alheios e dos seus próprios, enriquecendo, principalmente suas experiências escolares, cidadãs e pessoais.
A literatura nada mais é do que uma fonte saudável de alimentação à imaginação infantil. A palavra tem sua beleza própria, mas somente reconhece quem sabe usá-la:

[...]identificação,pelo prazer que toda leitura com pretensões a ser de algum proveito deve provocar na alma da criança, para além de qualquer simplismo de expressão, ou do puro retrato físico de uma modalidade de ser e de sentir, que a criança permenentemente luta por transcender. (Jesualdo, 1978,p.30)

As histórias infantis podem, assim trabalhar a formação moral, social e literária, estabelecendo uma íntima relação com o mundo de fantasias, o qual todas as crianças apresentam em seus momentos particulares, e a transposição do real.

Bibliografia:
JESUALDO. A Literatura Infantil. Tradução de : James Amado. São Paulo:Cultrix, 1978

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Construindo e Interagindo com Autonomia


Para Vygotsky, o sujeito é interativo, constrói seus conhecimentos de forma inter e intra-pessoal: primeiramente constrói com os outros e o meio e depois organiza e elabora individualmente. É por meio da troca com outros sujeitos e consigo mesmo que se vai internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais, permitindo assim a constituição da consciência e da consciência coletiva.
Vygotsky (1988) destaca a participação do adulto na aprendizagem da criança como incentivador e enriquecedor de suas experiências, ampliando suas perspectivas e induzindo à criação. O ambiente, por mais propício que possa apresentar-se, não configurará de forma eficiente se o educador não estabelecer com o educando uma relação recíproca de acordo com sua postura crítica comprometida com as transformações de nossa sociedade. A atuação do educador deve levar em consideração o conhecimento cotidiano do educando, o educador precisa conhecer e saber realizar as leituras sobre a realidade. "Tomemos como ponto de partida o fato de que a aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história".(Vygotsky,1988,p.104)

Construção de texto coletivo:
Motivados pela montagem de três personagens (através de trabalho de pintura, recorte e colagem) meus alunos foram provocados a construírem uma história que envolvesse os três personagens (um cozinheiro, um palhaço e um bombeiro). Em um 1º momento alguns alunos ficaram apavorados e achavam que não tinha como, mas outros alunos acreditavam que tinha como fazer e iniciou-se uma explosão de idéias
O texto coletivo, então foi formado a partir das idéias colocadas pelos alunos. Eu escrevi as idéias dos alunos no quadro, para a formação do texto. Durante a formação do mesmo, simplesmente coordenei realizando reflexões e verificando a necessidade de alguns ajustes.
Depois de pronto o texto, no quadro, a turma realizou uma leitura coletiva, junto comigo, que ia passando uma régua embaixo das linhas do texto, à medida que a turma ia lendo, para que todos acompanhassem observando a orientação do texto: de cima para baixo, da esquerda para a direita. Esse procedimento foi repetido várias vezes por pequenos grupos, um de cada vez, para que todos se familiarizassem com o texto. Os alunos, também leram individualmente de acordo como iam se sentindo à vontade, para ler em voz alta para a turma.
Foram destacadas no texto as palavras mais significativas e algumas atividades foram geradas com estas palavras, como: contagem do nº de letras, letra inicial e final, separação silábica e formação de novas palavras com as sílabas das mesmas.
O texto foi reproduzido e distribuído aos alfabetizandos para ser lido com a família e escrito no caderno e, para posteriormente, ser utilizado em outras atividades, como por exemplo ser colocado no livro de histórias da turma.
Visualize o texto CLICANDO AQUI
Com esta atividade de construção de texto coletivo, os alunos participaram ativamente do próprio aprendizado com autonomia, trocaram idéias, ajustaram suas próprias falas de acordo com as falas dos outros, construiram um ambiente de cooperação e de interação respeitando as idéias uns dos outros,além de desenvolverem a linguagem e a oralidade.

Bibliografia:
Curso de Formação de Educadores BB Educar.Textos Complementares-Teoria histórico-cultural de Vygotsky.

Vygotsky, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Centro de Interesse





Na última semana de março, os alunos estavam realizando muitos comentários sobre a Páscoa. Todos estavam ansiosos, porque estaria perto da chegada do "coelhinho". Resolvi questioná-los sobre o que era a Páscoa, porque o coelhinho viria. Obtive várias respostas, inclusive que seria aniversário do coelhinho. Percebi que os alunos não associavam a história de morte e ressurreição de Cristo com a Páscoa.
Então, iniciamos um trabalho sobre A Páscoa, sendo este tema, o Centro de Interesse dos alunos. Por vários dias trabalhamos em torno deste assunto de diversas formas e abrangendo várias interdisciplinas neste único tema. Realizamos atividades como: Contação de histórias, troca de informações sobre vida e morte de Jesus, pesquisa referente aos símbolos da Páscoa, atividades de linguagem envolvendo escrita de palavras relacionadas ao assunto, atividades envolvendo dezena, adições e subtrações utilizando material relacionado a Páscoa como cesta e ovos,propagandas de encartes com preços de produtos de páscoa, contagem de quantidades, construção de painel sobre os símbolos da Páscoa a partir de pintura com tintas têmperas, teatro referente a história contada "Tico, o coelhinho das orelhas caídas" de Gerusa R. Pinto,caracterização dos alunos como coelhos, festinha de confraternização com as turmas da manhã e tarde juntas, com merenda coletiva.
A estratégia de ensino,Centro de Interesse, foi criada pelo médico belga Ovide Decroly.
Essa idéia nos remete à concepção de globalização do ensino. Os temas dos chamados Centros de Interesse surgiram imprescindivelmente, das necessidades vitais da criança, definidas por Decroly, no início do século XX.
Na tentativa de encontrar formas mais eficazes de realizar a tarefa educativa, esta estratégia sofreu uma revisão,por diferentes estudiosos da educação, visando à maior adequação aos princípios e técnicas da pedagogia atual.
Segundo Amato, Centros de Interesse são agrupamentos de conteúdos e atividades educativas realizadas em torno de temas centrais de grande significação para a criança.Os temas dos Centros de Interesse, geralmente envolvem todas as aprendizagens. Por meio desses temas extraídos do contexto em que vivem as crianças é possível por-se à tona todas suas capacidades e , com isso, elas passam a enriquecer-se, tornar-se mais hábeis e a aplicar conhecimentos para resolver diferentes situações que lhes são propostas, no seu cotidiano.
Trabalhar com Centro de Interesse para mim significa satisfazer os interesses dos alunos, oportunizar a eles situações de melhor integração ao seu meio, mobilizar os alunos na realização das atividades em experiências concretas, oportunizar a realização de tarefas variadas, promover a integração afetiva entre os alunos, proporcionar aos alunos o entendimento da importância do seu desempenho individual em relação aos grupos em trabalhos coletivos, estimular nos alunos a participação, a iniciativa, a descoberta e a construção de aprendizagens básicas necessárias.

Bibliografia:
Revista do Professor, Porto Alegre,20 (78):32-36, abril/junho.2004

quarta-feira, 24 de março de 2010

Repensando Nossas Práticas

Fotos da Exposição de" Livros do Alfabeto"- Turma 23 - Mês de Março/2010





O ato de ensinar, segundo Freire , exige segurança, competência profissional e generosidade. Freire ressalta a importância de sermos professores preparados e que também tenhamos capacidades básicas que interferem neste contexto como: doação, o ato de falar e escutar (devem ter o mesmo peso) mas se possível escutar mais o outro.
Não adianta termos receitas prontas para aplicarmos em nossos alunos, devemos sim ,fazer um reconhecimento de nossos alunos e iniciar nosso trabalho docente utilizando técnicas apropriadas para o momento. Das falas citadas de Paulo Freire "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção ou a construção " (2003, p. 47) é uma das que mais me toca, depois de tantos anos de magistério, depois de tantos acertos e desacertos.
Freire nos faz refletir sobre nosso trabalho quanto educadores e como formadores de cidadãos que é uma responsabilidade muito grande, mas com as idéias passadas por ele temos uma visão maior e melhor dessa responsabilidade. Não podemos ficar de braços cruzados e ser educadores passivos, que não tem força de vontade de querer e fazer mudar a situação social e educacional do nosso país para melhor.Vamos pesquisar, planejar aulas diversificadas, mostrando aos alunos seus direitos e obrigações como cidadãos, vamos tornar nossos alunos ativos, autônomos.Nós educadores precisamos fazer com que haja a mudança em nossa realidade social, sendo assim, cabe a nós professores ajudar os nossos alunos a transformar essa realidade.
Uma atividade diferenciada trabalhada com minha turma de 2º ano (alfabetização) neste mês de março, foi a construção de um livro intitulado" Livro do Alfabeto", que consistia na escrita de palavras que iniciassem com cada letra, pelos próprios alunos. Em vários dias eram distribuídas figuras com as letras do alfabeto para colagem em folha de ofício e escrita de palavras diversificadas. Os alunos pesquisavam palavras com as iniciais solicitadas, em livros, revistas e realizando troca com colegas, realizando uma interação com os outros. A capa do livro foi confeccionada decorando o desenho da própria letra inicial do seu nome, em tamanho grande. Após terem concluído os livros, foi realizada uma exposição dos mesmos para as outras turmas da escola.
Com esta atividade vários objetivos foram alcançados com a turma, como:
Ampliação do vocabulário dos alunos, identificação das letras do alfabeto, identificação da letra inicial de palavras, realização da relação do nome das letras com os sons da fala que cada uma pode representar na escrita, interação e troca de idéias com os colegas, estimulação do prazer em apresentar uma produção própria para outros sujeitos, realização de pesquisas em lugares e materiais diversificados, desenvolvimento da criatividade e autonomia na criação de um livro.

Bibliografia:
· FREIRE, P. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003.





domingo, 21 de março de 2010

Vamos Refletir


Portas
Se você encontrar uma porta à sua frente, pode abrí-la ou não.
Se você abrir a porta, pode ou não entrar em uma nova sala.
Para entrar, você vai ter de vencer a dúvida, o titubeio ou o medo.
Se você venceu, dá um grande passo: nesta sala vive-se.
O grande segredo é saber:
Quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança de acerto eterno.
A vida é humildade: se a vida já comprovou o que é ruim, para que insistir ?
A humildade dá a sabedoria de aprender e crescer também com os erros alheios.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobren-se outras tantas portas. A vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida pode ser também dura e severa:
Não ultrapassando a porta, você terá sempre essa mesma porta pela frente.
É a cinzenta monotonia perante o arco-íris.
É a repetição perante a criação.
É a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.
(autor desconhecido)
Colegas,
Vamos abrir com muita coragem a porta deste semestre, vamos com a certeza de que iremos vencer o caminho!

Iniciando Novo Semestre




sexta-feira, 5 de março de 2010

Reflexão-Síntese

Clique aqui e veja a reflexão- síntese sobre minhas aprendizagens do semestre 2009/2.